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Luís Assis (artigo de opinião): “O Caldeiro da desgraça!”

Luís Assis, advogado | Opinião

A propósito de um artigo publicado nesta revista sobre a segurança da circulação na Estrada do Caldeiro, volto ao tema, porque a questão é mais vasta do que a abordada naquele artigo, embora essa também seja uma questão importante. A segurança da circulação na Estrada do Caldeiro está à beira da desgraça, que ainda só não sucedeu por mero acaso e felicidade do destino, mas nada impede que ali ocorra uma desgraça de grandes proporções. 

O trânsito de pesados, nomeadamente, de camiões com semi-reboque, é um gravíssimo problema de segurança na circulação no troço da Estrada do Caldeiro com início nas piscinas municipais até à rotunda do Lidl. É que este troço da estrada tem um trânsito intenso por causa das escolas, do centro de emprego e do centro de saúde, para além de ser a ligação de saída do Bairro de Mendeiros, que é o maior bairro de Estremoz. 

O traçado da estrada e das suas curvas não permite que os camiões nela circulem na sua mão, nas curvas, tendo que as fazer fora de mão, por causa dos reboques, o que coloca em risco a circulação rodoviária de todo o trânsito em sentido contrário, já que as curvas não têm visibilidade suficiente. Já por várias vezes me aconteceu iniciar a curva, em sentido descendente e deparar-me com um camião a fazer a curva no sentido ascendente em contra-mão, quase todo na minha faixa de rodagem. 

Para além deste problema há o da circulação pedonal dos estudantes das escolas primária e secundária, bem como a afluência ao centro de saúde e a circulação do Bairro de Mendeiros, o que torna tal artéria muito congestionada e perigosa. 

O trânsito de camiões pesados já devia ter sido proibido naquela artéria e ter sido desviado para a entrada pelo cemitério para apanharem a avenida Rainha Santa, pelo menos, enquanto não se fizer a ligação directa à zona industrial.

Parece que estão à espera que aconteça uma desgraça para resolverem o problema do trânsito naquela artéria, para depois ninguém se considerar responsável pelo sucedido, em vez de anteciparem e prevenirem a ocorrência de acidentes graves. A regulação do trânsito no território do concelho é da responsabilidade da Câmara Municipal, que já devia ter tomado as providências necessárias, não bastando fazer prevenção rodoviária com propaganda e panfletos. 

Governar é tomar decisões atempadas para prevenir a ocorrência de acidentes e não depois destes! Estão à espera de quê? 

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