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Pais preocupados. Falta segurança na Escola do Caldeiro

Maria Antónia Zacarias texto | Gonçalo Figueiredo fotografia

Os problemas de segurança no acesso à Escola do Básica do Caldeiro são uma preocupação constante de pais e encarregados de educação. À porta da escola, onde os pais fazem fila para deixar e recolher as crianças, passam todos os dias dezenas de veículos pesados. A solução alternativa custa cerca de 200 mil euros. As obras, garante a Câmara de Estremoz, arrancam no primeiro semestre deste ano.

Centro de aprendizagens, a Escola Básica do Caldeiro, em Estremoz, é também alvo das preocupações dos pais e encarregados de educação dos alunos. O estabelecimento escolar localiza-se junto ao Itinerário Principal 2 e o acesso das crianças ao edifício “é complexo”, obrigando a fazer filas no passeio, já de si estreito, o que coloca em causa a segurança de quem não tem trajeto alternativo.

Apenas há uma barreira em frente ao portão da escola. Os carros ficam parados no estacionamento do Pavilhão Municipal e a comunidade educativa tem de atravessar o IP para entrar na escola, já para não falar do barulho constante dos veículos, muitos pesados, que circulam neste itinerário. 

Embora o problema se arraste há anos, foi acentuado quando foi preciso fazer uma via alternativa na Avenida de Santo António, em resultado da existência do risco de aluimento de uma pedreira de mármore. Desde então, as hipóteses de resolução do problema têm sido várias e a presidente da Associação de Pais e Encarregados de Educação do Agrupamento Escolas de Estremoz, Ana Semião, afirma ter conhecimento da existência de um projeto, embora adiante não saber ainda a data para a sua concretização. O município anuncia que conta que, no início do próximo ano letivo, as questões de acessibilidade estejam resolvidas com uma intervenção na retaguarda da escola. 

“As preocupações continuam a ser as mesmas levantadas há alguns anos e têm a ver com as questões de segurança no acesso à escola, porque a entrada fica junto ao IP2, onde passam muitos camiões”, sustenta a dirigente associativa. Os problemas identificados prendem-se com o atravessamento da via, “sendo que nos dias de chuva há sempre uma grande dificuldade para entrega e recolha dos meninos, o mesmo acontecendo com o estacionamento. Os pais estacionam nas piscinas, depois atravessam o IP2 e ficam em fila no passeio, para entregar os filhos”.

Ana Semião considera que uma das formas de resolver o problema seria criar condições para fazer o acesso à escola pela traseira do edifício, e explica que a associação tem feito diligências através do Conselho Municipal da Educação. “Temos conhecimento de que existe um projeto, embora não tenhamos ainda nenhuma informação oficial”. E acrescenta: “O assunto tem sido falado no âmbito das reuniões da Assembleia Municipal e há preocupação por parte do município e dos outros partidos na resolução do problema”. 

Assegurando que a associação de pais vai continuar a acompanhar de perto o problema, Ana Semião diz acreditar que “entre todos os intervenientes será possível encontrar uma solução para melhorar esta situação. Esperemos é que seja resolvida brevemente, pois embora não haja uma data oficial, há vontade”. 

PROJETO ELABORADO

Por sua vez, a vice-presidente da Câmara Municipal de Estremoz, Sónia Caldeira, avança que o projeto está elaborado e em andamento, esclarecendo que assentará na instalação de uma cobertura na fachada da escola para proteger os pais e as crianças, bem como na recuperação paisagística na retaguarda do edifício, permitindo o estacionamento e saída pelo bairro contíguo e não pelo IP2.

“Esta questão preocupa-nos muito e temos estado sempre muito atentos ao que é que se poderia fazer. A primeira hipótese foi fazer-se ali uma ponte aérea, mas essa solução foi colocada de parte porque o espaço existente entre os dois passeios não permite que seja ali feita a obra, uma vez que a passagem dos peões não seria feita com segurança”, sustenta a autarca. 

Outra hipótese ponderada foi a construção de um corredor de acesso para dentro da escola, para que os pais possam deixar os filhos em segurança às auxiliares. “Nas férias do Natal deveriam ter sido feitas as fundações, mas como vamos utilizar alumínio não pudemos avançar devido à falta de material resultante da guerra na Ucrânia. Assim que estiver disponível, faremos essa intervenção”.

A vereadora com o pelouro da Educação explica que, entretanto, “percebeu-se” que o acesso á escola poderia ser feito pela parte de trás do edifício. “Acontece que aqui existe apenas uma estrada sem saída que permite que os fornecedores façam as suas entregas para a cantina escolar, mas é demasiado estreita. Se a usássemos iríamos congestionar o trânsito” 

Tendo em conta que existe um terreno contíguo a essa estrada, propriedade do município, “decidiu-se fazer uma recuperação paisagística que vai permitir alargar a estrada, de maneira a que os pais possam ir levar os filhos ao portão, fazerem inversão de marcha numa espécie de rotunda que será criada no final dessa estrada e sair pelo bairro e não pelo IP2”.

Conforme noticiado pelo Brados, Sónia Caldeira confirma que a obra consta do orçamento municipal para 2023, “sendo um projeto de cerca de 200 mil euros”. E adianta: “Tive a oportunidade de falar com o ministro da Educação que está desperto para o problema, mas a intervenção terá financiamento municipal”. Quanto a datas, a vice-presidente garante que a intervenção na entrada da escola será feita no primeiro semestre do ano, sendo a recuperação paisagística se iniciará em junho ou julho, “para que esta concluída no início do próximo ano letivo”.

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