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Sapilitica, o povoado do neolítico “descoberto” por Margarida Coelho

Ana Luísa Delgado texto

Junta-se a paixão pela escrita com o trabalho num museu do megalitismo, adiciona-se uma boa dose de inspiração, polvilha-se com a resiliência necessária à arte de bem publicar e do “forno” literário, em forma de livro infantil, sai um povo imaginário vindo do neolítico. Editado pela Cordel d’Prata, “Sapilitica, a terra do experimentar” marca a estreia de Margarida Coelho na literatura infantil.

Foi a sua experiência de trabalho no Museu Interativo do Megalitismo, em Mora, que fez Margarida Coelho “desenvolver o gosto” pelas temáticas associadas a este período da pré-história. “Foi um período de viragem, onde surgiram muitas atividades que foram cruciais para o desenvolvimento da sociedade até aos dias de hoje”.

Ora, prossegue a autora, todo esse conhecimento acabou por ser “a chave” que lhe abriria a porta da inspiração para a escrita do livro. Tanto mais que, no dia a dia, está habituada a acompanhar visitas de crianças pelo interior do museu, ajudando-as a descobrir todo um “novo mundo” que nos manuais escolares surge de forma bem menos divertida. 

“Comecei a escrever e o resultado primeiramente foi atabalhoado uma escrita sem nexo, da qual até eu me perdi a rir, mas arregacei as mangas e fui corrigindo, revendo, até que resultou numa pequena estória divertida”. Uma história que “toda em alguns detalhes” da pré-história, e para a qual foi imprescindível o contributo de Jorge Cervantes, conhecido como Cervan, um espanhol com sotaque de Múrcia. “Como eu era iniciantes nas ‘paragens’ das ilustrações, o Cervan disponibilizou-se a ajudar-me na concretização do projeto”.

Do trabalho conjunto de Margarida Coelho e de Jorge Cervantes nasceram os sapilíticos, um povo imaginário do tempo do neolítico entretido a organizar o espaço da aldeia numa terra recentemente descoberta. “É nessa organização familiar e muito experimental que vão fazendo as tarefas do dia, até caçarem um belo veado para o jantar, momento em que se juntam todos para a festa, perto do cromeleque onde se fazem rituais mágicos”. Nesse quotidiano, conta a autora, “as crianças espreitam os adultos na sua azáfama porque, nessa altura, tudo é novidade, tudo é inovar. Por isso, Sapilítica é a terra do experimentar”.

O livro marca a estreia de Margarida Coelho na literatura infantil, numa edição que, por questões mais económicas do que criativas, “demorou mais de um ano” até estar pronta. Nesse período aproveitou para participar num concurso do Poesia Fan Clube, cujo prémio era a edição de um livro de poemas. Concorreu com cantigas e poemas soltos, ganhou o prémio e, em novembro do ano passado, era editado “Poemas e Cantigas Perambulando o Acaso”, um livro feito de “palavras simples, loucas e descontroladas”. 

“Sapilitica, a terra do experimentar” pode ser adquirido através da página de Internet da editora Cordel d’Prata.

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