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Rui Nabeiro (1931-2023) “Exemplo de cidadania e humildade”

As três principais figuras do Estado lamentaram a morte do empresário Rui Nabeiro, considerado pelo primeiro-ministro como “um exemplo de cidadania e humildade”, mas também “de responsabilidade social e de paixão pela sua terra”. 

António Costa evoca “uma vida em prol da comunidade” e diz que o legado de Rui Nabeiro“ultrapassa largamente o papel de empresário exemplar, dentro e fora do país. O seu percurso foi inspirador, pela força, energia e sempre o sonho de fazer acontecer”.

Numa mensagem em que apresenta à família “as mais sentidas condolências”, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, revela que ainda ontem, ao fim da tarde, “teve a oportunidade de o visitar no hospital” onde se encontrava internado, em Lisboa, vítima de infeção respiratória, e recorda Rui Nabeiro como “um precursor” que “construiu uma marca global, como há poucas no nosso país, mantendo sempre a sede e o coração da sua atividade em Campo Maior, terra onde nasceu e onde deixa um generoso legado”.

“Num tempo económica e socialmente desafiante, o exemplo de Rui Nabeiro, na sua preocupação social e participação cívica, com a comunidade e com o país, devem ser um exemplo e uma inspiração para todos quantos podem devolver à sociedade um pouco daquilo que esta lhes deu”, acrescentou Marcelo Rebelo de Sousa.

A notícia da morte do empresário, aos 91 anos, vítima de infeção respiratória, foi avançada pela família, em comunicado. 

“Toda a família Delta está profundamente triste com esta perda e estende as sinceras condolências a todos aqueles que também hoje perderam um grande amigo. Estamos todos empenhados em continuar o seu legado e honrar a sua visão, continuando a produzir o melhor café do mundo, apoiando as comunidades locais e promovendo a sustentabilidade”, refere a família.

No comunicado é ainda destacado o “espírito empreendedor” e a “ética de trabalho” que estiveram “sempre presentes nos momentos decisivos” da vida de Rui Nabeiro que, em 1961, criou a Delta Cafés, dando origem a um grupo empresarial que hoje lidera o mercado dos cafés em Portugal e se encontra “em forte expansão” nos mercados internacionais.

Também o presidente da Assembleia da República já reagiu à morte do fundador da Delta. Numa publicação nas redes sociais, Augusto Santos Silva sublinhou que o empresário “se distinguiu pelo amor a Portugal e à sua terra de sempre, Campo Maior, que serviu como autarca e cidadão”.

Para Augusto Santos Silva, o país perdeu hoje “um dos maiores e melhores empresários portugueses, muito atento aos direitos dos seus trabalhadores, que permanecerá na memória de todos”.

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