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Revive: Governo prepara concessão do Castelo de Crato

O Castelo do Crato vai ser integrado no programa Revive, cujo objetivo é reabilitar imóveis do Estado que se encontram devolutos. O concurso de concessão ainda não tem data.

O Castelo do Crato e a Casa Portilheiro, em Gáfete, no mesmo concelho, serão incluídos na lista de 15 a 20 novos imóveis que irão integrar o programa Revive, confirmou ao “Negócios” fonte do Ministério da Economia, acrescentando a lista ainda não está fechada e que não há data para o lançamento dos concursos de concessão.

O objetivo do Governo é que os imóveis venham a ser recuperados por privados que ficarão com a respetiva concessão para fins turísticos durante um determinado período de tempo.

Até ao momento, e no âmbito deste programa, foram lançados 25 concursos, dos quais dois imóveis já se encontram em exploração: o Convento de São Paulo (monumento nacional), em Elvas, e a Coudelaria de Alter do Chão, os dois concessionados ao Grupo Vila Galé.

Classificado como Imóvel de Interesse Público, o Castelo do Crato ergue-se em “posição dominante” sobre a vila, que foi elevada à condição de sede da Ordem dos Hospitalários desde 1340. Segundo a autarquia, as ruínas do castelo, também conhecido como da Azinheira “conservam ainda a dignidade dos baluartes da fortaleza moderna, que saltam à vista, construída por cima do castelo medieval, provavelmente pela década de 1440, durante o priorado de D. Nuno de Góis, formando um largo conjunto defensivo com as muralhas que circundavam a vila”.
“Apesar da sua função iminentemente militar, a utilização do castelo não se esgotava nas necessidades defensivas, sendo também um espaço de importância social. Prova disso é o facto de aí terem sido celebrados o casamento de D. João III e D. Catarina de Áustria, em 1525, e, alguns anos antes, o casamento de D. Manuel com D. Leonor de Castela”, lembra o município.

Já a recuperação da Casa Portilheiro foi incluída entre as prioridades do Plano de Ação de Regeneração Urbana do Concelho do Crato, elaborado há oito anos, tendo as obras de beneficiação e adaptação deste solar do séc. XVII a unidade hoteleira sido orçamentadas em 159 mil euros.

Iniciativa conjunta dos Ministérios da Economia, da Cultura, das Finanças e da Defesa, o programa Revive visa “promover e agilizar os processos de reabilitação e valorização de património público que se encontra devoluto, tornando-o apto para afetação a uma atividade económica com finalidade turística”. 

A ideia é “promover o reforço de atratividade dos destinos regionais, a desconcentração da procura e o desenvolvimento do turismo nas várias regiões do país, gerar riqueza e postos de trabalho, concorrendo, assim, para a coesão económica e social do território”.

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