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Quercus contra construção da Barragem do Pisão

A associação ambientalista Quercus está contra o investimento de 120 milhões de euros na construção da Barragem do Pisão (Crato) e diz que o empreendimento terá ““grandes impactes ambientais negativos, destruindo centenas de hectares de montado, com dezenas de milhares de azinheiras”. A associação critica igualmente que o período de consulta pública esteja a decorrer até dia 11 de agosto, “numa época de férias” para milhares de pessoas.

“Se o projeto avançar será um primeiro tiro da ‘bazuca’ do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) fora do alvo”, considera a Quercus, segundo a qual, no atual contexto de crise económica e social, o PRR “deveria contribuir para o crescimento sustentável integrado no Pacto Ecológico Europeu e não para financiar projetos destrutivos e inviáveis sem um grande investimento público e comunitário”.

De acordo com o Estudo de Impacte Ambiental, está previsto o abate de mais de três dezenas de milhares de sobreiros e azinheiras. “Para além da destruição na área florestal de montado da região, os blocos de rega afastados vão promover o alastramento descontrolado das culturas superintensivas de regadio que tem vindo a descaracterizar o Alentejo, com destruição da flora e fauna autóctone, e poluição e degradação do solo com o uso de produtos agroquímicos”, lamenta a Quercus, contestando ainda a instalação no local de uma “grande central solar terrestre”, pois também irá gerar impactes ambientais negativos.

Citado pelo “Público”, o estudo de impacte ambiental sobre a construção da Barragem do Pisão é claro: vai ter impactos negativos significativos. Um dos principais será a destruição de vastas áreas de montado, com o abate de mais de três dezenas de milhares de sobreiros e azinheiras, a que acresce a afetação de sítios arqueológicos e a submersão da povoação que dá o nome ao empreendimento.

Aspiração antiga da população local, a barragem irá permitir criar um perímetro de rega com 6850 hectares, nos concelhos de Alter do Chão, Avis, Crato e Fronteira, além do fornecimento de água para abastecimento público a diversos municípios do Alto Alentejo, incluindo o subsistema do Caia, a partir do qual são abastecidas as populações de Arronches, Elvas, Campo Maior e Monforte.

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