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Preenchidas 80% das vagas do ensino superior no Alentejo

Ana Luísa Delgado texto  

Das 2395 vagas iniciais na Universidade de Évora e Institutos Politécnicos de Beja e de Portalegre, 80% foram preenchidas na primeira fase do concurso nacional de acesso ao ensino superior, cujos resultados foram agora divulgados. Há 1944 novos alunos na região.

Os melhores resultados foram obtidos na Universidade de Évora (UE), onde 97% das vagas foram preenchidas. Segundo a instituição, “mantém-se a tendência de crescimento dos últimos anos”, uma vez que o número de estudantes colocados nesta fase “tem vindo a aumentar, correspondendo a um crescimento acumulado de 28% relativamente a 2019/2020”. Estão colocados 1272 estudantes. Há 67 vagas para a segunda fase.

A média de entrada mais alta em todas as licenciaturas, no Alentejo, foi a de Medicina Veterinária (UE) em que o último dos 55 alunos colocados teve uma nota de 16,84. Não há vagas para a segunda fase. Aliás, na UE, 32 cursos já estão completos. Os que têm menos procura são os Engenharia Mecatrónica (há 27 vagas para a segunda fase), Engenharia de Energias Renováveis e Física e Química.

“São excelentes resultados que comprovam a crescente notoriedade e reconhecimento da Universidade e que apontam para a viabilidade e sucesso das estratégias implementadas, quer ao nível do ensino, quer ao nível da investigação científica e inovação”, diz Hermínia Vilar, reitora da UE, sublinhando a aposta na área da saúde: a licenciatura em Ciências Biomédicas que se estreou este ano, preencheu a totalidade das vagas com 15 alunos colocados, o último dos quais com média de 15,34, uma das mais elevadas da instituição.

“São sinais”, reforça a reitora da UE, “da dinâmica e da capacidade instalada, que se pauta pela qualidade dos ensinos em todos os ciclos de formação e por uma estratégia transversal, virada para a região e para a comunidade, mas também atenta às necessidades do país. Deste posicionamento têm resultado múltiplas parcerias, locais, nacionais e internacionais, quer com o tecido académico, que com o tecido empresarial, sem as quais, reconhece, “não seriam possíveis estes resultados”. 

Fonte universitária antecipa que, uma vez somados os resultados da primeira fase com o número de alunos colocados através das restantes vias de acesso, destinadas, por exemplo, a estudantes internacionais ou com mais de 23 anos, o número de novos ingressos na UE “poderá ultrapassar os dois mil” neste ano letivo.

No Instituto Politécnico de Beja (IPB), das 511 vagas postas a concurso na primeira fase foram preenchidas 307 (cerca de 60%). Licenciaturas como Serviço Social, Solicitadoria e Desporto esgotaram o número de vagas. Em sentido contrário, das 50 vagas existentes em Agronomia apenas três foram preenchidas.

Já no Instituto Politécnico de Portalegre (IPP), os cursos de Serviço Social, Jornalismo e Comunicação, Design de Comunicação, Design de Animação e Multimedia e Administração de Publicidade e Marketing já preencheram a totalidade das vagas. A nível global, o IPP abriu a possibilidade de 571 alunos ingressaram na instituição. Destes, 391 (68%) já o fizeram. Entre as licenciaturas com menor procura nesta fase encontra-se a de Agronomia, na Escola Superior Agrária de Elvas, em que foi preenchida apenas uma das 37 vagas.

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