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Odemira recebe mães e crianças com “marcas profundas da guerra”

O pároco de Odemira diz que a comunidade local está a acolher “todos os dias” mães e crianças que deixam tudo para fugir da guerra na Ucrânia, que chegam com medo e uma “tristeza angustiante”.

“As marcas da guerra são profundas. É de uma tristeza… As crianças estão numa tristeza angustiante e com uma expressão de cansaço. Outra marca é de medo: qualquer barulho, começam a chorar, encostam-se a uma parede e ficam completamente petrificados”, referiu o padre Manuel Pato, em declarações à agência Ecclesia.

O pároco de Odemira lembrou que há uma grande comunidade de ucranianos a trabalhar na região, a quem os familiares e amigos telefonam num “grito de aflição” para os irem buscar às fronteiras com a Ucrânia. “Quem chegou deixou tudo para trás, não só as coisas, mas os pais e todos os familiares. Chegaram aqui perto da uma da tarde quatro pessoas apenas com a roupa que tinham vestida e um saco plástico… E demoraram sete ou oito dias a sair da Ucrânia”, contou.

As pessoas que têm família são acolhidas por familiares e as que não têm vão para o Instituto Nossa Senhora de Fátima, uma IPSS da Diocese de Beja, em Vila Nova de Mil Fontes, mais conhecido por Colégio Nossa Senhora da Graça, na valência de Colónia Balnear.

De acordo com Manuel Pato, até à passada sexta-feira foram acolhidas 21 crianças e sete mães, prevendo acolher até 70 crianças. “Saíram daqui ontem três carrinhas para levarem medicamentos para lá e no domingo ou segunda chegam cá as três carrinhas com pessoas”.

Revelando que as famílias de refugiados estão a ser apoiadas com alojamento, comida, roupas e material escolar, o pároco diz que será necessário “algum apoio financeiro”, acrescentando que um dos objetivos é “criar a possibilidade das pessoas poderem refazer as suas vidas, logo que tenham a documentação em Portugal ou voltarem aos países deles”.

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