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Obras na Severim de Faria ainda sem data para começar

Francisco Alvarenga texto | Gonçalo Figueiredo fotografia

O Ministério da Educação (ME) não avança com data para o início das obras na Escola Severim de Faria, em Évora. Na escola permanecem 11 salas encerradas, há mais de um ano e meio.

Fonte oficial do ME lembra que para a realização das obras, tendo em vista “repor todas as condições” de funcionamento da escola, foi lançado pela Parque Escolar, em julho do ano passado, um concurso público para a realização da empreitada. Passados mais de seis meses, acrescenta a mesma fonte, “estima-se para breve o início dos trabalhos em causa”, sem que exista uma data concreta para o efeito.

O Ministério refere que os problemas decorrentes da inundação ocorrida na Escola Secundária Severim de Faria, a 18 de setembro de 2021, tiveram “resposta imediata ao nível das situações mais urgentes, tendo como objetivo a retoma da atividade escolar em segurança”, mas foi necessário “apurar” o conjunto de trabalhos necessários, pelo que só em julho foi lançado o concurso público.

“Ao longo deste processo, a Parque Escolar manteve sempre a direção da escola informada e salvaguardou todas as questões relacionadas com a segurança de pessoas e bens”, acrescenta a mesma fonte, garantindo que, “face ao atual número de alunos e de turmas,” a escola “está a funcionar em pleno, permitindo que a atividade educativa decorra com normalidade”.

As afirmações do ME são feitas na resposta a uma pergunta da deputada social-democrata Sónia Ramos, na qual se recordava que a inundação ocorrida em setembro de 2021, provocada pela rotura no sistema de bombagem da central térmica localizada na cobertura do edifício, provocou danos no imóvel e a inutilização de 11 salas, “que se encontram interditas e cada vez mais degradadas, essenciais ao normal funcionamento” da escola.

“Recentemente, após chuva intensa, as salas contíguas começaram a denotar novas infiltrações e, um problema que estava localizado, começa a alastrar”, acrescentou a deputada, segundo a qual “chove dentro das salas de aulas, sendo necessário colocar recipientes no seu interior, única forma de manter a continuidade das aulas. Ademais, são já visíveis as fissuras no exterior do edifício”.

Ainda de acordo com Sónia Ramos, vários gabinetes que se destinavam a locais de trabalho dos departamentos e salas de apoio, bem como espaços destinados às medidas de reforço das aprendizagens e à realização de testes, passaram a ser usados, provisoriamente, como salas de aula. “Mas agora, já não é possível transitar mais salas de aulas para outros espaços, porque estão esgotadas todas as possibilidades”, sublinha a deputada, referindo que “o pó, odores e humidade” provenientes das salas encerradas “é intenso, face ao estado de degradação, e o agrupamento não dispõe de recursos humanos suficientes para a manutenção e limpeza constantes destes espaços, tornando-se prejudiciais à saúde de todos os utilizadores” da escola.

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