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Número de utentes sem médico de família duplica num ano

O número de utentes sem médico de família no distrito de Évora quase duplicou no passado mês de maio, comparativamente com o mês homólogo do ano anterior. 

Dados do Serviço Nacional de Saúde, a que a SW Portugal teve acesso, indicam que no passado mês de maio estavam inscritos no Agrupamento de Centros de Saúde do Alentejo Central 14.706 utentes sem médico de família atribuído. O que representa um aumento de 88,6 por cento comparativamente com maio de 2021. Nesse mês, revela a mesma fonte, havia 7.795 utentes no distrito de Évora sem médico de família.

Só no concelho de Vendas Novas, em cujo centro de saúde estão mais de 11.200 utentes inscritos, há cerca de três mil pessoas sem médico de família.

“O número de médicos atualmente ao serviço é claramente insuficiente para assegurar a resposta adequada às necessidades de saúde [da população]”, lamenta o deputado comunista João Dias, segundo o qual nesta Unidade de Saúde Familiar estavam em funções quatro médicos, dois dois quais passaram recentemente à reforma, deixando cerca de um terço da população sem médico de família.

“No que diz respeito ao polo da Unidade de Saúde Familiar (USF) localizado na freguesia de Landeira, o mesmo está a funcionar ao arrepio da obrigatória integração no SNS, ou seja, sendo da responsabilidade da Administração Central a garantia da prestação de cuidados de saúde à população, o Município de Vendas Novas entendeu contratar um médico para esta freguesia. Assim, na prática, a população não tem médico de família, sendo relatado pelos utentes que esta solução não dá resposta às necessidades da população da Landeira”, acrescenta João Dias.

Fonte do Ministério da Saúde explica que a USF de Vendas Novas “convidou uma médica de outra Administração Regional de Saúde para integrar a equipa, tendo a mesma solicitado por mobilidade, processo que esta a decorrer”.

“Pese embora haja uma lista de utentes atribuída a uma médica, o trabalho sazonal existente e a consequente inscrição de migrantes, o fluxo de utentes, nos últimos dois anos, devido ao processo vacinal contra a covid-19, levou a que fossem efetuadas várias inscrições de utentes, que não têm médico. Estes utentes recorrem de forma regular ao atendimento 24 horas”, conclui a mesma fonte.

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