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Número de enfermeiros nas urgências de Évora subiu 36% em três anos

O número de enfermeiros do serviço de urgências do Hospital de Évora subiu 36% entre 2019 e 2022, passando de 57 para 78, revelou o Ministério da Saúde, acrescentando estar prevista a contratação de mais seis enfermeiros no início deste ano.

Estes números surgem duas semanas depois de os enfermeiros do Hospital do Espírito Santo, de Évora (HESE), terem realizado duas horas de greve em protesto contra a “exaustão e cansaço brutal” devido à “carência de enfermeiros” nos serviços de urgência.

Na ocasião, o presidente do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses, José Carlos Martins, indicou existir “carência de enfermeiros em todo o hospital”, e em particular nos serviços de urgência e pediátrica, onde há profissionais com “50 a 60 horas extraordinárias por mês”, somando “cerca de 30 feriados e tolerância não gozadas”.

Na sequência da greve, o Grupo Parlamentar do PCP apresentou um conjunto de perguntas ao Governo, nas quais indica que “a falta de recursos humanos é tal que a equipa de enfermagem se encontra de tal forma debilitada e em exaustão total, que alerta para os riscos a que profissionais de saúde, utentes e doentes estão sujeitos”.

Na resposta, o Ministério da Saúde refere que, em resposta à pandemia de covid-19, o HESE procedeu à reorganização do serviço de urgência polivalente, tendo “procedido a obras de adaptação e requalificação, entre as quais uma nova área dedicada a doentes respiratórios”, a que se somou, em 2021, o início de atividade da unidade de cuidados intermédios e a transformação da sala de monitorização em unidade de internamento de curta duração.

“Com estas alterações, a equipa de enfermagem, que era, em 2019, constituída por 57 profissionais, passou, à data atual, para 78 enfermeiros, com um incremento previsto, no início de 2023, de mais seis profissionais”, revela o Ministério da Saúde, dizendo-se apostado em “progressivamente ir dotando o serviço de urgência de um número de profissionais capaz de responder a situações de maior fluxo de utentes”.

Na resposta ao PCP, o gabinete do ministro Manuel Pizarro reconhece ainda “o esforço excecional, empenho e dedicação revelados” pelos enfermeiros, o que permite “garantir uma resposta assistencial rápida e de qualidade”, acrescentando que “as medidas adoptadas, de reestruturação e contratação de mais profissionais, a par com a aposta na formação, vão contribuir para a melhoria das condições de trabalho, diminuindo a pressão sobre todos os profissionais envolvidos”. 

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