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Mosquito que transmite o dengue detetado no concelho de Mértola

Francisco Alvarenga texto

Ovos do mosquito tigre asiático, que transmite doenças, como febre-amarela, dengue ou Zika, foram encontrados pelas autoridades de saúde no concelho de Mértola. 

A notícia foi avançada esta quinta-feira pelo jornal Público, e confirmada pelo coordenador da Saúde Pública do Baixo Alentejo. “Estavam numa das armadilhas que colocámos no âmbito da Rede Nacional de Vigilância de Vectores (Revive)”, afirmou Mário Santos, segundo o qual foi identificada em outubro do ano passado “uma postura de vários ovos do mosquito” no concelho de Mértola. Não é a primeira vez que a presença deste mosquito é identificada em Portugal, tendo sido registados casos em Penafiel (2017) e Loulé (2019).

Citado pelo Público, Mário Santos anunciou a criação de um grupo de trabalho, integrando o Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge e a Direção Geral de Saúde, “para levar a cabo uma vigilância vectorial adaptada à identificação deste agente”. Para já está a ser feita a monitorização das temperaturas e serão colocadas mais armadilhas. 

“Nesta altura do ano, o mosquito não está ativo, porque precisa de temperaturas médias na ordem dos 17 graus. Portanto, só voltará a estar activo lá para março ou abril, mas depende muito das condições climáticas, e é por isso que é necessário ir monitorizando as temperaturas”, acrescentou o coordenador de Saúde Pública do Baixo Alentejo, recordando que as alterações climáticas contribuem para a “disseminação” desta espécie, pelo que a sua presença na região poderá “não ser acidental”. 

Fonte do INSA, consultada pela SW Portugal, lembra que as doenças transmitidas por vetores (mosquitos e carraças) “emergiram ou reemergiram como resultado das alterações climáticas, demográficas e sociais, alterações genéticas nos agentes infeciosos, resistência dos vetores a inseticidas e mudanças nas práticas de saúde pública”. 

Por isso foi criada uma rede nacional, a Revive, “para avaliar o risco de vetores e doenças transmitidas por estes”, instalando nas regiões capacidades para “aumentar o conhecimento sobre as espécies de vetores presentes, sua distribuição e abundância, impacte das alterações climáticas”, além de “detetar espécies invasoras em tempo útil, com importância na saúde pública é necessário monitorizar a introdução de novos vetores em novas regiões geográficas e determinar a atividade dos agentes infeciosos”.

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