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Montenegro quer duplicar alojamento para estudantes

O presidente do PSD apelou ao Governo para “cumprir o que prometeu” há quatro anos, ou seja, “duplicar a capacidade de alojamento” destinado aos alunos do ensino superior. 

Luís Montenegro falava aos jornalistas depois de uma visita ao Parque de Ciência e Tecnologia do Alentejo (PACT), no âmbito do programa “Sentir Portugal”, que o trouxe durante uma semana ao distrito de Évora.

Considerando que a falta de residências universitárias é “um problema muito grave”, que se “agudiza” em cidades como Évora, o líder do PSD criticou o “desinvestimento” neste setor, “cuja consequência é haver menos cerca de 70% da oferta necessária para esta região poder acolher os estudantes que procuram vir ao encontro das suas vocações e do esforço que fizeram para entrar nos cursos aos quais se candidataram”.

Segundo Luís Montenegro, “está a criar-se um constrangimento, um bloqueio, que, em muitos casos, vai mesmo inviabilizar que os alunos possam prosseguir as suas vidas académicas”.

Já sobre o PACT, considerou trata-se de um “exemplo elucidativo” do que é possível fazer para contrariar a tendência de despovoamento do interior do país. “A ação do PCTA, enquanto infraestrutura que aposta na inovação, investigação e empreendedorismo, é fulcral na dinamização da economia nacional e regional”, acrescentou.

No programa desta sua visita ao distrito, Luís Montenegro já arregaçou as mangas numa queijaria de Rio de Moinhos para aprender a fazer queijo, visitou uma pedreira, lamentou o “abandono total” do setor dos mármores, visitou as obras da ferrovia entre Sines e a fronteira do Caia e reuniu com agricultores, aproveitando para acusar o Governo de tratar “com desdém” a agricultura portuguesa.

Neste âmbito, o presidente do PSD classificou de “estranha” a não concretização da segunda fase do bloco de rega de Reguengos de Monsaraz que permitiria “resolver o problema da rega, nomeadamente na vinha, que é uma cultura onde a água tem uma preponderância enorme”.

Segundo Luís Montenegro, trata-se de uma decisão tanto mais “estranha” quanto “o país assiste ao avolumar dos problemas que a seca tem vindo a trazer e que este ano foram bem evidentes. Colocando em causa aquilo que são as culturas e a subsistência deste setor, coloca-se também em causa a ocupação do território”.

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