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Marvão vai ter Centro Interpretativo das Fortalezas

O Município de Marvão vai transformar o antigo forno do castelo em Centro de Interpretação das Fortalezas Abaluartadas da Raia (FAR) . Esta obra surge no âmbito da candidatura a Património Mundial da UNESCO do conjunto de Fortalezas Abaluartadas da Raia.

De acordo com a autarquia, a conclusão do espaço museológico está prevista para o final deste ano, assumindo-se como uma mais-valia para o conhecimento daquela que é considerada “o farol” da fronteira portuguesa no Alto Alentejo. 

Pedra sobre pedra vai-se contando a história de uma localidade fronteiriça marcada por confrontos territoriais. A criação de um Centro de Interpretação em Marvão resulta precisamente da sua importância em termos da construção da nossa identidade alentejana.

No contexto da história da fortificação mundial, as Fortalezas Abaluartas de Marvão, Almeida e Valença preconizam o equilíbrio conseguido na arte de atacar e de defender, sustentado pela competência técnica proveniente de centros de saber e da experiência de diversificadas origens e fomentado pela política ativa da coroa portuguesa.

Fazendo jus a esta realidade, estes municípios uniram-se no sentido de apresentarem este conjunto de Fortalezas ao selo de Património da Humanidade pela UNESCO. Subjacente a esta candidatura foi pensada a criação de Centros de Interpretação, em cada um dos municípios envolvidos, de forma a oferecer, aos seus visitantes, “um produto turístico assente neste recurso patrimonial único”, como afirma o presidente da Câmara Municipal, Luis Vitorino.

“A ideia de investirmos na fortaleza resulta do facto de ser um cartão de visita do nosso concelho, porque este território do Alentejo interior vive dos turistas e de quem nos visita. Neste sentido, o projeto de requalificação do antigo forno do Castelo de modo a permitir a instalação do Centro de Interpretação das Fortalezas Abaluartadas da Raia de Marvão faz todo o sentido”, salienta. 

Segundo o autarca, as intervenções previstas nesta empreitada respeitam a uma intervenção na cobertura da edificação e no seu interior, de modo a dotar o espaço de melhores condições de conforto e segurança. “O que o Município de Marvão pretende é que tenhamos, cada vez mais, qualidade e que as pessoas venham e consigam perceber o que estão a ver”.

Em seu entender, o Centro de Interpretação das Fortalezas Abaluartadas da Raia de Marvão vai contribuir para projetar o concelho, contando um pouco da história e das peripécias que, ao longo da história, se passaram aqui, “desde a reconquista, depois no tempo de D. Dinis, no reinado de D. Manuel, no tempo da restauração e na guerra das laranjas que aconteceu aqui na fronteira quando os franceses invadiram o Alto Alentejo”.

Muitos séculos vão ser revisitados até ao final do século XIX quando Marvão perdeu a importância militar que tinha até então. No entanto, a história não termina aqui e o exemplo disso é o empenho na apresentação da candidatura a Património da Humanidade que dura há anos, mas que o presidente da autarquia, Luis Vitorino acredita que vai ser aprovada, passando Marvão a ter o “merecido” reconhecimento com selo da UNESCO.  

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