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Malvada estreia “Apneia”, peça de “religação” à natureza

Ana Luísa Delgado texto | Malvada fotografia | Gonçalo Figueiredo vídeo

A dramaturgia, explica Ana Luena, criadora e encenadora, parte da ideia de jardim como laboratório de experimentação de relações. “Apneia”, a mais recente criação da Malvada Associação Artística estreia esta quarta-feira, dia 5, às 21h30, nos antigos Celeiros da EPAC, em Évora, na sala de A Bruxa Teatro. Ficará em cena até dia 8 de outubro.

Criação de Ana Luena e de José Miguel Soares, o espetáculo integra um projeto de cruzamento disciplinar de “religação à natureza e da relação que estabelecemos, ou não, com as plantas e da forma como elas também estabelecem relações de coexistência”.

“Quando criamos um jardim estamos, por um lado, dependentes da natureza, das estações ano, do clima, mas também somos agentes, agimos sobre a paisagem, sobre a criação de um espaço, de um ambiente. Esse é um espaço de laboratório, de experimentação, leva tempo a ser realizado”, lembra Ana Luena, sublinhando que em “Apneia” esse espaço de criação, “de relação entre os intérpretes, a cena e o público” é levado para o palco, num caminho algures “entre a ficção e a realidade”, no sentido que o teatro também permitir explorar esse território.

A peça começou a ser trabalhada em residência artística na sede da Malvada, a antiga escola primária dos Canaviais. “Fizemos uma série de improvisações, ainda não havia texto, mas já existia uma série de material de investigação a partir do qual foram feitos os ensaios”. Daí surgiu o nome, “Apneia”, designação “ligada à ideia de suster a respiração, de alucinação, e tudo isso faz ligação com as plantas e com a produção de oxigénio que nos alimenta o ar e a respiração”, acrescenta Ana Luena.

A peça, explica José Miguel Soares, surge integrada num projeto de de cruzamento disciplinar e de criação artística denominado “Planta”, em que “cada criação incide sobre outra criação”. Além de “Apneia”, inclui a exposição de fotografia “Entre”, a decorrer no Museu Nacional Frei Manuel do Cenáculo, e “um momento de leitura epistolar”, já realizado, com Ana Luena, Joana Bertolo, Filipa Leal e Tiago Alves Costa e que, tal como peça, “irá estar em digressão pelo país”.

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