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Colectivo Cultura Alentejo encena peça de Sam Shepard

Ana Luísa Delgado texto

A estreia será a 5 de novembro. “Loucos por Amor”, a partir da obra de Sam Shepard, propõe uma encenação “disruptiva”, em que o público partilha o palco com os atores. Trata-se de uma produção do Colectivo Cultura Alentejo, companhia de teatro com sede em Estremoz, que prepara mais duas estreias até final do ano.

Nomeada para os Globos de Ouro, na categoria de melhor atriz de teatro, Carla Maciel está por estes dias “mergulhada” em “Loucos por Amor”, uma peça a partir da obra de Sam Shepard, que está a encenar, e cuja estreia ocorrerá em Estremoz. “Gosto de dirigir atores e criar espetáculos juntamente com eles”, diz Carla Maciel, acrescentando tratar-se de uma “criação conjunta, onde a todos é permitido intervir, partilhar ideias e trazer para o espetáculo o universo de cada um”. 

Na verdade, conta, o espetáculo surgiu da vontade de Valentina em fazer este texto como atriz. “Tal como acontece com muitos atores que convidam encenadores para criar o espetáculo este surgiu dessa mesma vontade”.

O caminho das duas e o de Cláudio Henriques, diretor artístico do Colectivo Cultura Alentejo, cruzou-se em Lisboa, quando os três frequentaram um curso na Sociedade de Instrução Guilherme Cossoul. “Fomos mantendo o contacto”, diz Carla Maciel, revelando tratar-se de uma encenação “disruptiva” na medida em que o público se encontra no palco. “O público não tem intervenção ativa no espetáculo, mas é sempre muito importante para que ele aconteça. Neste caso, que indiretamente se deixe contagiar por esta história de amor, que como muitas, não tem um final feliz”. 

A sinopse da peça conta-nos que, agora, que pensava já ter estabilizado a sua vida, May vê-se novamente confrontada com a presença de Eddie que, aparece de rompante para vir buscá-la, mais uma vez. “Enredados em lembranças e acusações é claro que há entre ambos uma tensão, para

além do que é dito”. Uma personagem meio desconcertante vai pontuando toda a narrativa com aquilo que diz ser a verdade dos factos, levantando interrogações sobre temas como a obsessão, a dependência emocional ou as fronteiras existentes numa relação.

“Enquanto Colectivo achámos que seria um grande desafio, e resolvemos embarcar todos em conjunto nesta viagem”, diz Cláudio Henriques, que além das funções de diretor artístico é também encenador e ator, o Eddie neste “Loucos por Amor.

“No trabalho que desenvolvemos enquanto Colectivo procuramos criar equipas transversais, onde existem elementos com mais experiência e com menos experiência, mas todos eles partilham denominadores comuns, a entrega e qualidade no desenvolvimento no trabalho artístico. Quando pensámos em convidar a Carla Maciel, foi precisamente pelas qualidades enquanto profissional que todo o país lhe reconhece, a dedicação, a entrega ao processo e a sua criatividade”, acrescenta.

A companhia prepara igualmente a estreia, em Monforte, também em novembro, do monólogo “Seraphim”, um texto de Francisco Lapa, com encenação de Cláudio Henriques e interpretação de Rui Serrano, e irá estrear um novo espetáculo de Natal dirigido ao público escolar. “Além disso, iremos estar em digressão com ‘Carvão – A Desconhecida História de Natal’ e, paralelamente, estamos já a preparar digressões com estes espetáculos e também com ‘Mário’ a partir da obra de Mário-Henrique Leiria”, acrescenta o Cláudio Henriques.

Associação cultural com sede em Estremoz, e companhia residente no Teatro Bernardim Ribeiro, o Colectivo Cultura Alentejo desenvolvemos atividades na área da criação artística, tendo por principais objectivos “o desenvolvimento de uma abordagem artística contemporânea, formação através da arte e para a arte e mediação cultural, privilegiando a linguagem teatral, usando a multidisciplinaridade nos espetáculos e atividade cultural”. Além disso, procura “divulgar o trabalho artístico feito na região e potenciar talentos emergentes no panorama cultural português, sejam criadores, intérpretes, escritores ou encenadores”.

Este mês preparam-se para retomar as Atividades de Enriquecimento Curricular nas escolas, “onde os nossos jovens vão poder fruir de aulas de teatro”, estando igualmente a preparar duas edições de oficina de teatro para 2023, assim como um “laboratório de corpo e movimento regular” ao longo do ano. “Paralelamente”, acrescenta Cláudio Henriques, “estamos já a preparar exposições ainda para este ano, no Teatro Bernardim Ribeiro, assim como toda a agenda de espetáculos/criações e acolhimentos para 2023 em trabalho conjunto com a Câmara Municipal de Estremoz, mais concretamente, com a Divisão de Cultura, que tem sido de uma ajuda vital”.

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