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José Alberto Fateixa: “Entre outras questões, o voto” (opinião)

Sempre defendi o voto para eleger. Por convicção na força política mais próxima ou pelo realismo de contribuir para a eleição de alguém que possa contrariar o que não se deseja. José Alberto Fateixa, professor | Opinião

A 10 de março faz sentido votar? Sim, faz! Com mais ou menos votos serão eleitos deputados e em consequência um governo. Considero que o voto indica uma preferência sobre o que se julga ser o melhor, de modo seja claro o rumo que os portugueses querem para o país.

Os partidos todos iguais? Não, não são! Parto do princípio que todos querem governar e que cada força tem ideais distintos, logo os partidos são todos diferentes. Há roturas entre o extremismo antidemocrático e as forças democráticas, diferenças entre direita e esquerda, e nestas posições há as mais ou menos centrais. É natural que sobre algumas áreas existam posições convergentes e noutras grandes divergências.

Os políticos são todos corruptos? Não, não são! Em todos os setores de atividade (economia, social, política…) há gente que incumpre, abusa e colhe benefícios pessoais e uma esmagadora maioria que é correta no cumprimento das leis e das regras. 

Os governos são iguais ou diferentes? As prioridades de cada governos são distintas e deverão estar relacionadas quer com os seus princípios quer com o contexto e a conjuntura nacional e internacional. Como é óbvio são distintos os governos de A, B, C, X ou Z, ou X+Z, ou A com apoio de B+C, tudo depende da representatividade parlamentar e dos acordos para aprovar políticas.

Há um histórico de votos nas eleições? Em geral sim. O histórico de representatividade das forças políticas está muito relacionando com a implantação das estruturas no país, também é verdade que o passar do tempo mostra subidas e descidas, assim como o surgimento de novas forças ou a palidez crescente de outras. Acompanhando as democracias europeias estamos a viver um período de pulverização de forças, com mais partidos no Parlamento. 

Todos os círculos eleitorais elegem o mesmo número de deputados? Não, o número de deputados está relacionado com a população residente no círculo eleitoral. Por exemplo, no ciclo eleitoral de Évora elegemos três deputados, em Portalegre dois, em Lisboa 48 ou em Setúbal 19. Os grandes círculos possibilitam eleger mais forças e nos pequenos só as grandes forças elegem. Nas últimas legislativas, em Lisboa, oito partidos elegeram deputados, em Évora foram dois do PS e um do PSD.

O voto serve para eleger ou só manifesta uma posição? Ambas são legítimas, mas sempre defendi o voto para eleger. Por convicção na força política mais próxima ou pelo realismo de contribuir para a eleição de alguém que possa contrariar o que não se deseja. 

Sendo conhecido o meu alinhamento, ao colocar numa balança o que de positivo aconteceu e as falhas que ocorreram votarei no PS. No círculo de Évora apelo ao voto e à concentração de votos no PS como força da esquerda democrática capaz de eleger deputados e de liderar soluções progressistas. 

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