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Já se vindima no Alentejo. Produção sobe mais de 5%

A Comissão Vitivinícola Regional Alentejana (CVRA) acaba de anunciar o início das vindimas na região, com as estimativas a apontar para um crescimento entre 5% e 10% em comparação com a campanha do ano anterior.

As previsões apontam para uma produção entre 112 e 118 milhões de litros de vinho, o que compara com os 107 milhões produzidos o ano passado, quando foram colhidas cerca de 150 mil toneladas de uva.

“Este ano”, indica a CVRA, a campanha começou mais cedo, em Serpa, com a colheita de uvas para produção de vinho rosé e, logo de seguida, a vindima das castas brancas. A perspetiva é que, até meados de agosto, cerca de 25% dos produtores alentejanos tenham uvas nas adegas e, até ao final do mês de setembro, espera-se que os mais de 23 mil hectares de vinha da região estejam vindimados.

“As uvas colhidas são sãs o que se refletirá em mais um ano de qualidade garantida, o que – considerando que estamos a crescer no estrangeiro, 8% em volume e em valor –, é sinal que continuaremos a oferecer ao mercado a excelência já reconhecida de todas as regiões e sub-regiões alentejanas”, afirma Francisco Mateus, presidente da CVRA.

A estimativa resulta de um estudo da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto para a CVRA e do contacto continuado da comissão vitivinícola com os produtores da região.

EXPORTAÇÕES EM ALTA

O anúncio do aumento da produção surge na sequência do crescimento das exportações de vinhos alentejanos que “fecharam” 2022 como o melhor ano de sempre, tendo sido exportados vinhos no valor 78,9 milhões de euros.

Foram vendidos para o estrangeiro mais de 22 milhões de litros, sendo que a região regista crescimento nas exportações há nove meses consecutivos. O primeiro trimestre de 2023 confirmou esta tendência, com um aumento de 2,8% nas vendas internacionais (19,7 milhões de euros), destacando-se o crescimento nas vendas para os Estados Unidos, Angola e Países Baixos.

“Estamos em constante acompanhamento e monitorização daqueles que são os comportamentos dos diferentes mercados que compõe o tecido comprador dos nossos vinhos e, por isso, vamos continuar a trabalhar a nossa promoção internacional para que os estrangeiros possam reconhecer o valor e a excelência da região alentejana”, garante Francisco Mateus.

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