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Intercidades da CP “desespera” utentes da ferrovia Évora/Lisboa

Ana Luísa Delgado, texto | Gonçalo Figueiredo, fotografia

Os utentes dos comboios que fazem diariamente a viagem entre Évora e Lisboa estão revoltados com o serviço prestado pela CP. A falta de lugares reservados para quem tem passe mensal é a principal razão de queixa.

A viver em Évora e a trabalhar em Lisboa, Raquel Taboleiros é utilizadora frequente do Intercidades da CP, que assegura a ligação entre as duas cidades. Adquiriu um passe mensal de 287,55 euros, mas já perdeu a conta às vezes em que teve de se levantar e ceder o lugar, porque quem utiliza este título de transporte não têm lugar marcado. 

“Acontece, numa mesma viagem, uma pessoa ter que se levantar três ou quatro vezes porque não tem forma de saber se já foi vendido o bilhete para aquele lugar. Muitas das vezes estão fartas de se levantar e fazem a viagem em pé, pondo em causa a sua segurança”, diz Raquel Taboleiros, acrescentando que, pela reserva do lugar, a CP exige o pagamento de mais quatro euros por viagem.

A solução “de recurso” é a utilização da carruagem onde deveria funcionar o bar, que não se encontra em exploração há anos, ainda que, mesmo assim, haja ocasiões em que não há lugares sentados. 

Professora em Almada, no ano letivo de 2021/2022, e residente em Évora, Maria de Jesus Florindo partilha dos mesmos problemas: “Muitas vezes tive de me levantar para ceder o lugar e  muitos colegas viram-se obrigados a viajar em pé, sobretudo à sexta-feira, quando o comboio vem mais lotado”, conta, adiantando que, a certa altura, deixou de “comprar o passe”.
Acresce que, em dias de greve, “e foram muitos, no ano em que dei aulas em Almada”, as únicas alternativas eram os autocarros. Como aí não são aceites os passes da CP, os utentes têm de voltar a pagar, ou utilizar viatura particular.

Face ao avolumar de queixas, a concelhia de Évora do PSD escreveu à CP a pedir uma “reavaliação dos horários” do Intercidades entre Évora e Lisboa, “considerando a sua desadequação face às necessidades dos seus utilizadores”. 

Os social-democratas dizem ser “inaceitável” que os portadores de passe mensal “tenham de viajar de pé, o que não é aceitável quer por questões de segurança quer de conforto”.

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