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Inclusão pela dança. Projeto pioneiro decorre em Évora

Dizem que as artes são uma expressão da alma, de libertação, mas também de aprendizagem. Aprender a aceitar-se, a aceitar o outro e contribuir para a inclusão são princípios norteadores de uma verdadeira vivência. Quando tudo isto se consegue, afirma-se que atingimos um patamar de democraticidade que todos os territórios ambicionam. 

A ação “Inclusão pela Cultura”, inserida no Programa para uma Cultura Inclusiva do Alentejo Central – Transforma, promovido pela Comunidade Intermunicipal do Alentejo Central, integra 26 ações, abrangendo todos os municípios deste território e, na sua maioria, abrangendo mais do que um município. 

As ações destinam-se à promoção da inclusão da população idosa, de crianças e jovens em risco, de desempregados de longa duração, pessoas portadoras de deficiência, população migrante, minorias étnicas ou pessoas com doença mental do Alentejo Central.

Artes performativas, artes visuais, audiovisual, produção artesanal, criação e edição literária e cruzamentos transdisciplinares são algumas das vertentes inscritas neste programa. Entre estas destaca-se a dança inclusão, dinamizada pela Companhia de Dança Contemporânea de Évora, que tem criado uma maior abertura, mais diálogo e mais convívio em comunidades sem oferta cultural ou com fraco apoio social. 

É este o sentir de um dos coordenadores do projeto, Rafael Leitão, segundo o qual a integração social que aborda a vivência da linguagem expressiva e performativa da dança, do movimento contemporâneo, numa perspetiva do autoconhecimento, sociabilização e desenvolvimento de relações interpessoais está já a dar frutos. 

“Os objetivos estão a ser atingidos, em diferentes níveis e momentos de acordo com a tipologia e identidade do grupo-alvo. O trabalho de inclusão pela dança tem sido concretizado com resultados positivos, existindo evidencias de mudanças de comportamento e atitudes, nomeadamente uma maior abertura e comunicação com o exterior”, afirma.

As oficinas de dança, entendidas como uma espécie de “laboratórios humanos”, pretendem criar espaços de sensibilização, educação, dinamização social e criação artística contribuindo para quebra do isolamento, promoção do diálogo, do bem-estar e de uma melhoria da qualidade de vida dos indivíduos envolvidos.

A Companhia de Dança Contemporânea de Évora evidencia dois grandes temas que orientam as sessões de trabalho prático em dança: o corpo como centro de ação e o corpo como base de expressão e comunicação“Ao incidir no desenvolvimento pessoal e social do indivíduo tem um contributo significativo a oferecer à grande tarefa de auxiliar e formar indivíduos”, diz Rafael Leitão. Daí que este projeto seja entendido como um elemento de integração social junto de vários grupos de indivíduos, residentes em diferentes concelhos do Alentejo Central.

FRUIÇÃO MUITO POSITIVA COM A DANÇA”

Rafael Leitão considera que “o trabalho está a manifestar a sua importância no território e nas comunidades que acolhem a atividade”, adiantando que se tem registado “uma evolução muito positiva na forma de estar e acolher as atividades, no diálogo, no interesse e a cooperação tem sido uma constante nos grupos e entidades de acolhimento”. Ou seja, é notória “a fruição muito positiva dos indivíduos com a dança”.

A Companhia de Dança Contemporânea de Évora acrescenta também que o programa de atividades acolhe a participação de diversos criadores e bailarinos nacionais, que se apresentam em diferentes momentos, na comunidade do grupo-alvo. Para além disso, este projeto inclui ainda a realização de visitas culturais a estruturas artísticas, assistência a espetáculos de dança e a criação de um espetáculo final, em cada comunidade, com cada grupo-alvo envolvido. “O espetáculo pretende cristalizar os processos de trabalho, as vivências do grupo e dos indivíduos envolvidos, num momento aberto à sociedade”.

O projeto realiza-se em nove concelhos do Alentejo Central: Évora, Montemor-o-Novo, Viana do Alentejo, Arraiolos, Borba, Redondo, Portel, Reguengos de Monsaraz e Estremoz. Tem, sobretudo, o acolhimento e o apoio local da Escola Eb1 do Bairro de Almeirim em Évora, da Associação 29 de Abril em Montemor-o-Novo, da Associação Cultural e Recreativa Alcaçovense em Alcáçovas, do Centro Social e Recreativo de Cultura e Desporto de Igrejinha em Igrejinha, Universidade Sénior em Borba, Universidade Sénior Túlio Espanca em Redondo, Junta de Freguesia de Vera Cruz em Vera Cruz, Junta de Freguesia de Monsaraz em Monsaraz, Junta de Freguesia de Évora Monte.

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