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Hermínia Vilar é a nova reitora da Universidade de Évora

Hermínia Vilar, professora do Departamento de História, diretora e investigadora no Centro Interdisciplinar de História, Culturas e Sociedades (CIDHEUS), foi hoje eleita reitora da Universidade de Évora.

Hermínia Vasconcelos Vilar tem 59 anos e tem exercido funções docentes na Universidade Évora ao longo dos últimos 32 anos. É doutorada em História Medieval na Universidade de Évora (1998), onde exerce presentemente as funções de professora associada com agregação.

“Para ser sucinta, diria que as principais razões da minha candidatura à reitoria têm a ver com a necessidade que a UE tem de se fortalecer e impor como uma universidade de referência nacional e internacional em várias áreas”. A afirmação é da própria Hermínia Vilar, em declarações à SW Portugal, recordando ter tido ao longo dos anos um percurso de “ligação e dedicação” à instituição, não apenas como docente, mas também no desempenho de diversos cargos. “Penso que reúno as condições para que possa contribuir para esse fortalecimento da universidade. E para que haja uma alavancagem da universidade como instituição de referência a nível nacional e internacional”. Na sua opinião, é igualmente importante “promover a coesão interna” e reforçar “o papel e a ligação” da UE à região.

Para a professora de História, a academia eborense reúne um amplo conjunto de potencialidades, entre as quais a existência de “recursos humanos a diferentes níveis de qualidade ímpar, de uma dedicação assinalável que há que não só motivar, mas também reforçar em termos de laços internos”. Por outro lado, “conta com áreas de ponta, de desenvolvimento e de reconhecimento a nível nacional e internacional ao nível da lecionação, mas também da investigação, que há que reforçar e que apoiar. Conta também com uma ligação à região que não é secundária e que há que alargar. Essa é uma potencialidade que há que desenvolver”.

Segundo refere, os desafios para os próximos anos são, em boa medida, idênticos aos das restantes instituições de ensino superior do país. A começar pela transição digital, onde “é necessário que a UE se imponha”. Depois, terá de “definir bem o seu lugar na rede do ensino superior, definir bem a universidade como um centro de alavancagem da região e que tem de apoiar o desenvolvimento do tecido empresarial, mas também das ciências de investigação”. Outro desafio prende-se com o financiamento: “É uma questão central que é a necessidade de repensar o modelo de financiamento do ensino superior e, muito em particular, das universidades que são chamadas de interior, mas que têm um papel crucial na coesão do território. E essa questão vai-se colocar de forma muito mais premente nos próximos anos, sendo necessário discutir, refletir sobre o que se pretende, mesmo ao nível das políticas centrais, fazer sobre a rede de ensino superior”. 

Para Hermínia Vilar, é altura de o Governo “reconhecer o papel importantíssimo que as universidades e as restantes instituições de ensino superior têm na coesão territorial, no momento em que cada vez mais se discute a litoralização do território e a baixa densidade demográfica de alguns espaços. O papel das instituições de ensino superior é crucial na definição dessas políticas públicas de coesão territorial”.

Se for eleita reitora, a docente garante que irá proceder a uma “identificação clara” de áreas de lecionação e investigação em que a UE terá de investir e “apoiar o seu desenvolvimento”, tendo presente a importância da diferenciação e da identificação. “Há que inovar no ensino e não apenas na questão da inovação, no sentido da incorporação de novas metodologias, mas também novas formas de cruzar os conhecimentos. Há que pensar cada vez mais em formações inter e multidisciplinares. Isso será o futuro”. 

Hermínia Vilar defende ainda a necessidade de “criar as condições para que haja uma maior competitividade na apresentação de candidaturas a financiamentos regionais e internacionais”, a par do desenvolvimento de uma política que fomente a “incorporação dos alunos” nos órgãos da UE e do rejuvenescimento do corpo docente. 

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