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Helena Carvalhão Buescu recebe Prémio Vergílio Ferreira

Helena Carvalhão Buescu recebeu , na Universidade de Évora, o prémio Vergílio Ferreira, edição 2022, numa cerimónia que contou com a presença de alguns dos seus amigos e alunos.

Honrada por este reconhecimento, a professora de Literatura Comparada na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa recordou anteriores galardoados e agradeceu a todos os que foram os seus mentores, “todos os que me inspiraram e transmitiram o fogo sagrado do que é o amor da literatura e da arte”.

Dando inicio à sessão de entrega deste galardão – “central no panorama cultural português e que corporiza um modo de estar e de ver o mundo da academia eborense” – a reitora da Universidade de Évora, Ana Costa Freitas, endereçou os parabéns à escritora portuguesa que se tem dedicado às questões teóricas da literatura comparada e da literatura-mundo.

“Nestes dias em que vivemos assediados pela realidade mais obscura, em que as trevas da violência voltam a ameaçar o coração do Homem, são necessárias vozes como a de Helena Carvalhão Buescu”, referiu o presidente do júri, António Sáez Delgado, explicando que, no seu entendimento, a homenageada “propõe uma perspetiva humanista e a necessidade extrema de abrirmos os nossos olhos e, diria também, os nossos braços àquelas realidades que não são indiferentes”.

Para o presidente do júri, a literatura comparada que propõe Helena Buescu “é exatamente e também isso, um bálsamo sagrado contra a incompreensão e contra as diferentes fórmulas da violência”.

A apresentação literária que antecedeu o momento de entrega do galardão a Helena Buescu coube nesta edição ao professor emérito da Universidade do Algarve, Pedro Ferré, que colocou em perspetiva elogiosa, mas autêntica, a carreira académica e literária de Helena Carvalhão Buescu, “uma notável personalidade das letras”.

Helena Carvalhão Buescu não esqueceu os acontecimentos atuais, fazendo questão de propor um minuto de silêncio em nome da paz. Depois deixou um agradecimento emotivo à sua mãe, Maria Leonor Carvalhão Buescu, “que soube transmitir a todos os seus filhos o amor das letras e o respeito por quem as pratica”.

Argumentando ainda que a literatura comparada “permite olhar para o que está ao lado ou à frente e, por isso, ver em perspetiva o que está e ainda não está, ou já não está”, mostrou-se sensibilizada pelos “professores e mestres” que, tal como reconheceu “preza e honra”, sem esquecer os seus alunos “que foram e são um manancial de conhecimento extraordinário, com quem eu aprendi muito mais do que aquilo que poderia dizer e referir, foram aqueles que por mim puxaram para que eu fosse mais e para que fosse melhor”.

Recorde-se que o júri decidiu, por unanimidade, atribuir o Prémio Vergílio Ferreira a Helena Carvalhão Buescu, “autoridade incontestável dos estudos comparatistas”, sublinhando que “o alcance do ensaio de Helena Buescu transcende o contexto estritamente académico: a compreensão do mundo e a sabedoria plasmadas nos seus textos ensaísticos, das quais decorrem não apenas o ímpeto pedagógico natural como o olhar humanista inspirador, encontram-se bem patentes”.

O Prémio Vergílio Ferreira foi atribuído, pela primeira vez, a Maria Velho da Costa, seguindo-se Maria Judite de Carvalho, Mia Couto, Almeida Faria, Eduardo Lourenço, Óscar Lopes, Vítor Manuel de Aguiar e Silva e Agustina Bessa-Luís.

Manuel Gusmão, Fernando Guimarães, Vasco Graça Moura, Mário Cláudio, Mário de Carvalho, Luísa Dacosta, Maria Alzira Seixo, José Gil, Hélia Correia, Ofélia Paiva Monteiro, Lídia Jorge, João de Melo, Teolinda Gersão, Gonçalo M. Tavares, Nélida Piñon, Carlos Reis e a escritora Ana Luísa Amaral foram os outros galardoados.

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