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Grândola: Exposições assinalam centenário de Artur Pastor

Duas exposições dedicadas a Artur Pastor são inauguradas sábado, dia 2 de abril, na Biblioteca e Arquivo de Grândola, assinalando o centenário do nascimento do fotógrafo. As exposições “Artur Pastor: Um Certo Portugal” e “As Mulheres de Artur Pastor”, da ilustradora Marta Nunes, podem ser visitadas até 14 de maio.

Nascido em 1922, em Alter do Chão, Artur Pastor descobriu o fascínio pela fotografia quando resolveu ilustrar a tese final do seu curso de regente agrícola com imagens captadas por si. A partir desse momento nunca mais deixou de fotografar e a sua vida profissional foi para sempre marcada por aquela arte.

Durante cerca de 30 anos trabalhou na Direção-Geral dos Serviços Agrícolas, em Lisboa, onde foi responsável pela produção e organização das mais de 10.000 fotos que compõem a sua fototeca. A sua profissão permitiu-lhe percorrer o país de lés a lés, captando imagens que se tornaram o testemunho de um Portugal multifacetado, retratando desde as atividades agrícolas às piscatórias, e desde o património construído aos costumes das nossas gentes. Participou em exposições oficiais, feiras e salões de fotografia, dentro e fora do País, e colaborou em inúmeras publicações fotográficas nacionais e estrangeiras.

Finalmente consagrado como um dos maiores fotógrafos portugueses do século XX, hoje em dia as suas imagens servem de inspiração para o trabalho de muitos jovens artistas, como pintores, ilustradores e músicos.

É o caso de Marta Nunes. Formada em Arquitetura pela Universidade da Beira Interior, foi ainda durante o curso que executou os primeiros trabalhos de ilustração para publicações. Desde 2010, participou em exposições coletivas e individuais, mas foi a partir de 2019 que a ilustração se tornou a sua principal atividade. 

O interesse pela tradição e cultura portuguesas marcam alguns dos seus trabalhos. As expressões, as pessoas e os ofícios tradicionais são o que mais a inspira na construção de narrativas, assim como os objetos do quotidiano e a poética dos dias úteis. 

Fascinada pela obra de Artur Pastor, resolveu “pegar nesses rostos anónimos, cheios de tenacidade, de mulheres que foram motores de trabalho no campo, nas indústrias e em casa e criar esta série” de ilustrações, agora expostas em Grândola.

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