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Gestão da Capital Europeia da Cultura entregue a associação

Ainda não se sabe quem integrará a associação, nem quando será constituída. Mas é ponto assente que a gestão de Évora Capital Europeia da Cultura 2027 não será feita diretamente pelo município, mas por uma associação. A notícia apanhou de surpresa os vereadores da oposição autárquica.

De acordo com o presidente da Câmara de Évora, Carlos Pinto de Sá, a entrega da gestão da Capital Europeia da Cultura a uma associação “estava prevista no regulamento”, pelo que “qualquer cidade que tivesse ganho era obrigada a criar uma estrutura deste tipo”, fosse associação ou empresa. Évora optou pelo modelo associativo.

“Não temos uma figura jurídica que se adapte a este tipo de evento. Será criada uma associação para fazer essa gestão, na qual a Câmara terá uma participação determinante, mas a Câmara não é a dona da candidatura e não será ela a implementá-la”, avançou o autarca na última reunião pública de Câmara, acrescentando estar marcada para janeiro uma reunião da comissão executiva da Capital Europeia da Cultura para avançar com o processo. 

“A partir de agora teremos todas as condições para avaliar o que deve ser a participação da Câmara neste processo”, sublinhou Carlos Pinto de Sá. Recorde-se que, além do município, a comissão executiva integra diversas instituições, como a Direção Regional de Cultura do Alentejo, Universidade de Évora, Comissão de Coordenação de Desenvolvimento Regional do Alentejo e Turismo do Alentejo, entre outras.

A notícia de que a “implementação” da Capital Europeia da Cultura, que envolverá um investimento na ordem dos 29 milhões de euros, não será feita diretamente pela Câmara, mas por uma associação, apanhou de surpresa os vereadores da oposição.

“A câmara não é dona da candidatura, mas [é] uma das suas principais donas”, referiu a vereadora Florbela Fernandes, do movimento independente “Cuidar de Évora”, lembrando que “politicamente” a responsabilidade será sempre do município.

“Qual a participação da Câmara na associação e quem vai a gerir a associação, são questões [sobre as quais] importa refletir”, acrescentou a vereadora Lurdes Nico (PS). Já da bancada do PSD, pela voz da vereadora Patrícia Raposinho, surgiram questões sobre quem integrará a associação e como serão escolhidos os associados, perguntas que, pelo menos para já, permanecem sem resposta.

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