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PCP contra “vulnerabilidade” alimentar do país

O PCP quer saber que infraestruturas, designadamente equipamentos provenientes da antiga EPAC, estão a ser utilizados para armazenar cereais. “Que estruturas foram reativadas para garantir o reforço do armazenamento de cereais anunciado pelo Governo?”, questionaram os deputados comunistas numa pergunta ao Ministério da Agricultura apresentada no Parlamento.

Devido à crise alimentar desencadeada na sequência da invasão russa da Ucrânia, um dos maiores produtores de cereais do mundo, os deputados comunistas querem saber se existem em Portugal infraestruturas de armazenamento de cereais desativadas. E, em caso afirmativo, porque razão se mantém inativas perante o cenário atual.

O PCP recorda que os dados mais recentes em termos de grau de autoaprovisionamento relativos ao período 2020/2021 evidenciam “a dependência alimentar do país”, em especial no que respeita a cereais, “com uma autossuficiência que não chega aos 20%, sendo o trigo aquele que apresenta valores mais preocupantes”, de menos de sete por cento, o que significa que as reservas do país não chegam para assegurar as necessidades para um mês de consumo.

“Estes dados trazem à evidência a situação vulnerável em que Portugal se encontra no que respeita à sua capacidade de assegurar alimento para a população”, acrescenta o texto, subscrito, entre outros, pelos deputados João Dias e Bruno Dias, acusando o Governo de “não olhar para esta questão com a preocupação devida e a não apresentar as medidas necessárias para inverter a situação”. Isto num momento em que se tornou evidente a “forte dependência” do país face aos “mercados externos”, com um “brutal aumento dos preços dos fatores de produção, onde assume papel de elevada relevância o custo dos combustíveis”.

“Não se pode esquecer que a atual situação de guerra dura há mais de três meses, não se pode esquecer que outras dificuldades se podem vir a colocar ao nível das rotas comerciais (…) não se pode esquecer que o surgimento de fenómenos climáticos extremos e [que] outros fatores naturais podem afetar, em maior ou menor grau, o transporte de bens entre diferentes regiões do globo”, acrescentam os deputados. “Face a estas adversidades o Governo fica satisfeito com a garantia de disponibilidade de alimentos essenciais, como é o caso dos cereais, por 30 dias”, criticam.

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