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Deputada do PSD critica “falta de apoio” à Cultura no Alentejo

Dos 150 milhões de euros destinado para a Cultura no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) apenas 150 mil têm como destino o Alentejo, o que corresponde a 0,1% do total de investimento previsto. O Baixo Alentejo e o distrito de Portalegre ficam a zero. O único projeto contemplado destina-se ao Museu Nacional Frei Manuel do Cenáculo, em Évora

Estes números constam de uma pergunta dirigida pela deputada Sónia Ramos (PSD) ao ministro da Cultura, na qual lamenta que “ao invés de desenvolvimento e promoção”, o Alentejo esteja a assistir a uma “redução da atividade cultural fruto da falta de apoio a agentes e criadores que sistematicamente têm sido excluídos dos apoios” da Direção Geral das Artes (DGArtes).

“A cidade de Évora assim como a região do Alentejo são merecedoras de uma estratégia cultural que contemple o apoio a agentes e criadores culturais assim como o desenvolvimento e a valorização de todo património histórico e cultural. No entanto, a realidade a que temos assistido é bem diferente e grave, o que é lamentável sobretudo porque se trata de uma região que se confronta com grandes dificuldades de desigualdade territorial”, acrescenta Sónia Ramos.

À falta de apoio da DGArtes e de investimento no PRR, a deputada social-democrata acrescenta que entre os 39 projetos de programação de equipamentos financiados no âmbito da Rede de Teatros e Cineteatros Portugueses, foram apoiados 15 projetos na região Centro, a que corresponde um investimento de 2,1 milhões de euros, enquanto no Alentejo foram aprovados apenas dois, um em Évora (Teatro Garcia de Resende) e outro em Portalegre (Centro de Artes do Espetáculos). Também aqui, o Baixo Alentejo não teve um único equipamento apoiado.

Nas perguntas dirigidas ao ministro da Cultura, Sónia Ramos quer saber quando ocorrerá o reforço orçamental do Museu Nacional Frei Manuel do Cenáculo, “sem verbas para fazer a necessária manutenção das obras de arte”, algumas das quais datadas do século XV, qual o estado do processo de anulação, junto do Instituto Nacional de Propriedade Industrial, da patente dos capotes e samarras alentejanas, e em que situação se encontra o processo de certificação do Tapete de Arraiolos, “iniciado há mais de 20 anos, com vista à valorização e promoção desta arte”.

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