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Circo no Garcia de Resende. Conheça a programação para 2023

Luís Godinho texto

Se não for inédito será raríssimo: a programação do Teatro Garcia de Resende, em Évora, vai fechar 2023 com dois espetáculos de circo contemporâneo. A programação será oficialmente apresentada na próxima segunda-feira. Mas a SW Portugal adianta alguns dos espetáculos agendados para este ano.

Ao todo, pelo Garcia de Resende, irão passar 127 espetáculos, 39% dos quais de agentes artísticos locais. A Bienal Internacional de Marionetas está de regresso. E o ano fechará com circo contemporâneo: “As vidas miúdas e outras insignificâncias”, uma criação de Naiana Padial para a Companhia do Revés, a 15 de dezembro, e “Kaboom”, da dupla Oliveira & Bachtler, que se apresenta em palco com “uma linguagem física única e multifacetada apoiada no circo, no teatro e no movimento”. Será o último espetáculo do ano, agendado para 17 de dezembro.

Até lá chegarmos, há um vasto programa, com destaque para festivais consagrados como a Bienal Internacional de Marionetas de Évora, que regressa na primeira semana de junho, ou o Festival Internacional de Dança Contemporânea (FIDANC), promovido pela Companhia de Dança Contemporânea de Évora (CDCE), no final de setembro. Antes, a coreógrafa Nélia Pinheiro irá levar ao Garcia de Resende, 17 de junho, uma nova criação, provisoriamente intitulada “Público/Privado”.

A 12 de julho, a Companhia Nacional de Bailado trará a Évora “Cantata & Symphony of Sorrows”, um programa que junta dois coreógrafos (Mauro Bigonzetti e Miguel Ramalho) que, “com abordagens e ambientes distintos, nos propõem obras que trabalham sobre o colectivo”. Enquanto “Cantata” reflete tradições populares e musicais italianas, uma espécie de festa comunitária onde a música é o elemento inspirador, contagiando bailarinos e público, “Symphony of sorrows” desenvolve-se num ambiente denso, soturno, no qual o colectivo revela ser a força de superação dos caminhos, por vezes tortuosos, da humanidade.

Já em janeiro, a Baal 17 trará (nos dias 20 e 21) “Laços”, uma peça de Daniel Keen, com encenação de Luís Varela., depois (a 28 e 28) será a vez de “Deslumbramento”, pelo Teatro Meridional, e o mês encerrará com “Ver & Aprender – Baile para a Infância-Um, Dois, Trio”, oficinas e projetos de envolvimento da comunidade com a assinatura da Associação PédeXumbo.

Outros destaques: a 17 de março, Carminho virá ao Teatro Garcia de Resende apresentar o seu novo disco; o Teatro das Beiras, nesse mesmo mês (dias 30 e 31), propõe “Molly Sweeney”, de Brian Friel, o regresso da companhia ao teatro irlandês, aqui numa encenação de Nuno Carinhas, com João Melo, Susana Gouveia e Tiago Moreira. 

Em abril, a programação inclui espetáculos do Teatro da Garagem (“Antero Q”, uma peça em quatro atos centrada em Antero de Quental), do Teatro Noroeste (“Ver & Aprender – A Maior Flor do Mundo, José Saramago”) e de A Escola da Noite (com “Trilogia de Alice”, de Tom Murphy).

Prosseguindo no calendário, em setembro (dia 9) os Tó Trips Trio – com Tó Trips (guitarra), António Quintino (contrabaixo) e Helena Espvall (violoncelo) sobem ao palco para mostrar o seu mais recente trabalho, “Popular Jagular”, sendo que ainda nessa mês, a 15, estreia “Apocalipse 2020”, uma coprodução do Teatro Nacional de São João, Baal 17, Teatro Ibérico e Centro Dramático de Évora.

Até final do ano, está ainda prevista, entre outros espetáculos, “A Farsa de Inês Pereira”, escrita por Gil Vicente e estreada há precisamente 500 anos no Convento de Tomar, aqui numa encenação de Pedro Penim e numa produção do Teatro Nacional D. Maria II. Será nos próximos dias 17, 21 e 22 de outubro.

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