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Centro Interpretativo promove Festas do Povo de Campo Maior

Proporcionando ao visitante uma experiência o mais próxima possível do ambiente vivido durante as Festas do Povo, a Casa das Flores, recentemente inaugurada em Campo Maior, é uma reconstrução da história, dos métodos e do saber fazer que está inerente a um dos maiores eventos de cultura popular de Portugal. 

Localizado no renovado edifício militar do Assento, o Centro é o embrião do plano de salvaguarda deste património que foi inscrito na lista representativa do Património Cultural Imaterial da Humanidade. Preservar memórias e construir outras novas são os objetivos deste espaço que o município pretende integrar na rota do turismo cultural no concelho, na região e no país.  

“Este Centro Interpretativo e o Museu Aberto [que lhe está associado] surgem no âmbito daquilo que é um caminho que o município tem vindo a fazer em relação àquilo que é o nosso património”, afirma o presidente da Câmara Municipal de Campo Maior. Luís Rosinha considera “determinante” a preservação da identidade do povo campomaiorense, “as nossas histórias, as nossas raízes e o Museu Aberto mostra tudo o que tem a ver com etnografia, de onde se destacam o vestuário e as profissões no início do século passado”. 

Na parte posterior do edifício apresenta-se o Centro Interpretativo das Festas que vai mudar a sua denominação para a “Casa das Flores” e que, segundo o autarca, é “ex-libris” do concelho, “tendo em conta que as festas do povo foram classificadas como Património Imaterial da Humanidade pela Unesco”, no passado mês de dezembro. 

“Pensámos em edificar este centro para que pudéssemos ter um espaço que fosse visitável pelos turistas, uma vez que entendemos que este pode e deve ser um pilar fundamental na oferta turística do concelho”, avança o autarca. E acrescenta que é fundamental que os visitantes possam contactar com a história, com as próprias flores de papel, mesmo quando o evento não ocorre.

Aos turistas é dada a oportunidade de experienciar a tradição das flores de papel e perceber que “há toda uma história fantástica sobre esta arte única que só os homens e mulheres campomaiorenses conseguem e saber reproduzir”. 

Incluir este espaço no roteiro dos museus e dos locais culturais, proporcionando “uma fotografia do que é Campo Maior, do que são as Festas das Flores que é o nosso maior evento, é uma mais-valia para todos”, sustenta o autarca, arriscando dizer que estas festas são “um dos maiores movimentos culturais mundiais”.

Na sua opinião, conseguir concretizar e abrir as portas da cultura representou “um grande esforço” e muita resiliência na elaboração das duas candidaturas que foram aprovadas e comparticipadas pelo Programa Operacional Regional do Alentejo – Alentejo 2020 e pelo município a assegurar o valor da contrapartida pública nacional.

Luís Rosinha considera que hoje, mais do que nunca, o saber fazer dos campomaiorenses está valorizado. E a esta hora já se pensa na organização da próxima edição das Festas do Povo, agendada para 2023, mostrando o povo de Campo Maior a razão pela qual estas festividades têm o selo da UNESCO.

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