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“O que é que foi feito em Vila Viçosa nos últimos anos?”

Luís Godinho, texto | Gonçalo Figueiredo, fotografia

Ceia da Silva mostra-se espantado com a falta de obra em Vila Viçosa. “Perderam-se oportunidades de financiamento”, lamenta.

Primeiro a afirmação: “Fiquei muito admirado por um conjunto de iniciativas diversas estarem no zero”. Depois a pergunta que, feita pelo presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo (CCDRA), ganha todo um significado político. “Pergunto o que é que foi feito em Vila Viçosa nos últimos anos?”, disparou Ceia da Silva, em declarações aos jornalistas, no final de uma reunião com o atual presidente da Câmara, Inácio Esperança, e com a ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, para avaliar as possibilidade de financiamento a um conjunto de projetos que o autarca considera “estruturantes” para o concelho.

“Houve um conjunto de projetos das mais diversas áreas que não avançaram nos últimos anos, perderam-se oportunidades de financiamento em quadros comunitários anteriores e agora terá de ser [encontrada solução] neste, o que pode dificultar as opções”, advertiu Ceia da Silva, para quem a prioridade deverá ser atribuída à reconstrução da Estrada Municipal 255, entre Borba e Vila Viçosa, que ruiu em 2018 e permanece intransitável.

O presidente da CCDRA anunciou “para breve” a realização de uma “reunião técnica” com os municípios de Vila Viçosa e de Borba, considerando que a obra ainda poderá “ter enquadramento” no Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

Para responder à pergunta de Ceia da Silva, Inácio Esperança tinha preparado uma extensa lista de problemas por resolver, “questões que sendo do interesse de Vila Viçosa são também do país”, como a inexistência de Estações de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) em Pardais, São Romão ou Bencatel, “grandes investimentos que é necessário assegurar rapidamente”, tal como a intervenção na ETAR de Vila Viçosa.

“Estamos num estado de atraso relativamente aos restantes municípios. A maior parte dos problemas que temos hoje, que são problemas estruturais, como infraestruturas básicas ou rodoviárias, já foram resolvidos pelos outros municípios”, disse o presidente da Câmara de Vila Viçosa, eleito em outubro de 2021, depois de oito anos de gestão CDU (Manuel Condenado) e de quatro liderados por Luís Caldeirinha Roma (PS), que entretanto se “transferiu” para o Chega.

LARES SEM FINANCIAMENTO

Inácio Esperança lembrou ainda que para alguns destes investimentos, como os da construção de lares, já não haverá financiamento no Alentejo 2030, chamou a atenção para a necessidade de intervenção na rede viária para “retirar do perigo todas as pessoas que circulam” na proximidade das pedreiras, aqui se incluindo a construção da variante a Bencatel.

“Tudo o que é intervenção em zona de risco é prioritário e é possível utilizar fundos comunitários”, garantiu a ministra da Coesão, assumindo a possibilidade de financiamento das estradas através do Alentejo 2030 e das ETAR no âmbito do Fundo Ambiental, dado que se trata “de uma obra muito urgente”. Já uma segunda fase da Estratégia Local de Habitação poderá vir a ser incluída no PRR.

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