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Beja acolhe Festival Internacional de Banda Desenhada

O Festival Internacional de Banda Desenhada de Beja está de regresso. De hoje, até ao próximo dia 12 de junho serão 16 exposições com trabalhos de artistas um pouco de todo o mundo: Angola, Brasil, Cabo Verde, Chile, Espanha, França, Inglaterra, Itália, Moçambique e Portugal.

O Festival, que decorre na Casa da Cultura de Beja, inaugura hoje, dia 27 de maio, às 21h00. Além das exposições será possível visitar o Mercado do Livro, onde estarão presentes mais de 70 editores. O Festival promove também uma intensa programação paralela, incluindo apresentação de projetos, conferências, entrevistas, lançamento de livros, sessões de autógrafos, revisão de portefólios e os habituais concertos desenhados.

Considerado um dos mais importantes certames portugueses dedicados à banda desenha, o Festival é organizado pela Bedeteca de Beja, um equipamento municipal essencialmente vocacionado para a divulgação da banda desenhada (embora contemple áreas com as quais a banda desenhada estabelece grande afinidade, como a ilustração ou o cinema de animação).

A sua programação assenta em diversos vetores essenciais, entre os quais colocar ao dispor do público um conjunto significativo de obras que permitam a fruição e o conhecimento global da produção artística existente neste âmbito, englobando todas as tendências, movimentos e gostos estéticos.

Entre os participantes nesta 17.ª edição do Festival Internacional de Banda Desenhada de Beja estão três autores publicados com regularidade em Portugal: Jean-Louis Tripp, desenhador e argumentista que assina com Régis Loisel a série “Armazém Central”, e António Altarriba & Keko, dupla da qual foram publicados entre nós os dois primeiros volumes da trilogia “Eu…”, designadamente “Eu, louco” e “Eu, assassino”.

O certame irá integrar diversas exposições, uma das quais dedicada à autora e ilustradora francesa Chloé Wary, recentemente premiada no Festival de Angoulême, um dos mais prestigiados a nível mundial, e uma outra centrada no livro “Les Portugais”, com argumento de Olivier Afonso e desenhos de Aurélien Ottenwaelter (Chico), a partir das histórias de emigração portuguesa para França nas décadas de 60 e 70.

Os italianos Andrea Ferraris e Renato Chiocca, o britânico Andrew Smith, o chileno Cristóbal Schmal e o galego David Rubín também confirmaram a sua presença em Beja, tal como os portugueses Bernardo Majer, Daniel Henriques, Joana Rosa e Rudolfo Mariano. 

Para ver haverá ainda mais duas mostras coletivas de banda desenhada, “Avenida Marginal” e “Toupeira – Há movimento debaixo da terra”, uma outra sobre a obra de Artur Correia (1932-2018), que se destacou na BD humorística e no cinema de animação, e uma outra dedicada a Jayme Cortez (1926-1987), um lisboeta que fez carreira no Brasil, onde produziu trabalhos para inúmeras editoras.

Entre os objetivos do Festival está o de contribuir para a informação e atualização desse mesmo público através da realização de diversas iniciativas, promover a leitura, mas também o estudo acerca desta temática junto das escolas e dos investigadores em geral, estimular a criação artística e promover a prática destas artes junto de potenciais autores através da disponibilização de um conjunto variado de ofertas e, ao mesmo tempo, enquadrar a produção dos autores já existentes contribuindo para dar resposta às suas expectativas.

Recorde-se que em outubro do ano passado o presidente da Câmara Municipal de Beja, Paulo Arsénio, revelou que o Município está a projetar a criação de um museu dedicado à banda desenhada, o primeiro do país, para o qual já existe um espólio com mais de mil pranchas originais de autores portugueses como Carlos Botelho, Eduardo Teixeira Coelho, Fernando Bento, José Ruy, Vitor Péon, Fernando Relvas ou Filipe Abranches. 

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