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Arcebispo de Évora agradece “serenidade” do Papa Bento XVI

O arcebispo de Évora, D. Francisco Senra Coelho, agradeceu “o valor da estabilidade que a serenidade” do falecido Papa emérito Bento XVI “nos oferecia a todos”. 

Numa mensagem a propósito da morte de Bento XVI, cujo funeral está agendado para a próxima quinta-feira, D. Francisco Senra Coelho fala numa “hora de luto iluminado pela esperança cristã” e descreve Bento XVI como sendo “uma companhia tão silenciosa quanto presente, uma espécie de reserva moral testada e confirmada pela preciosidade da sua sabedoria”.

No texto, enviado à SW Portugal, o arcebispo traça um perfil do falecido Papa, um “perito em humanidade” que “iluminava as mentes e os corações com racionalidade da fé e com a proximidade da ternura de Deus aos vazios humanos”. 

Do trabalho pastoral de Bento XVI, D. Francisco Senra Coelho destaca o diálogo “fé-cultura”, através “das promissoras e inacabadas iniciativas Átrio dos Gentios” e diz que “fica para sempre registado o seu abraço ao saudoso gigante do cinema Manuel de Oliveira no contexto do seu encontro com a cultura realizado em Lisboa, no Centro Cultural de Belém, quando da sua visita pastoral a Portugal em 2010, por ocasião da celebração dos 10 anos da canonização dos pastorinhos Francisco e Jacinta Marto, talvez a visita pastoral que mais marcou o seu pontificado”.

“A visita de Bento XVI a Portugal foi uma festa e um gratificante encontro de muitos ‘afastados’ com a Igreja. Afinal os verdadeiros sábios são os únicos a saberem falar dos grandes temas complexos e exigentes da vida com linguagem acessível e compreensível a todos”, acrescenta.

O arcebispo de Évora lembra que o falecido Papa, ainda como cardeal responsável pela Doutrina da Fé, “interpretou o terceiro segredo segredo de Fátima”, tendo-o revelado nessa visita a Portugal, onde “nos afirmou que a mensagem de Fátima e o segredo continuavam atuais, em aberto e a ajudar a iluminar os novos tempos”.

“Unidos ao nosso amado Papa Francisco, acompanhemos com compromisso o seu magistério sobre os seus ensinamentos sobre a vida e obra” de Bento XVI, prossegue D. Francisco Senra Coelho, apelando a que as paróquias da arquidiocese “incluam em todas as celebrações eucarísticas ou da palavra uma prece pelo eterno descanso do Papa emérito” e que no dia das suas exéquias fúnebres, seja “oferecida a celebração da eucaristia em sua intenção”, autorizando a que os sinos “sejam dobrados em memória dos defuntos”.

Eleito sucessor de João Paulo II em 2005, Joseph Ratzinger escolheu como nome Bento XVI, na sequência do Papa que acompanhou a primeira Guerra Mundial.

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