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Ana Abrunhosa promete residência para alunos da EPRAL

Francisco Alvarenga texto | Gonçalo Figueiredo fotografia

A ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, assumiu esta segunda-feira a possibilidade de o próximo quadro comunitário de apoio, o Portugal 2030, disponibilizar verbas para apoiar a construção de residências para estudantes do ensino profissional.

Em declarações aos jornalistas, em Évora, depois de uma visita à Escola Profissional da Região do Alentejo (EPRAL), Ana Abrunhosa lembrou que, no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), as verbas destinadas a residências de estudantes foram canalizadas apenas para o ensino superior. Mas abriu a “porta” a que o Portugal 2030 possa disponibilizar uma linha de financiamento para estes equipamentos.

“No âmbito do PRR será difícil o apoio para residências de estudantes [do ensino profissional] porque os existentes foram para o ensino superior. Mas considerando o perfil dos jovens, que vêm do resto da região, [e] os custos do alojamento, justifica-se a existência de uma residência [em Évora]. Vamos estudar a situação no Portugal 2030, não me parece que seja impossível”, sublinhou.

Ana Abrunhosa reconheceu que os jovens alunos da EPRAl “já têm uma vida muito complicada”, uma vez que o preço do arrendamento de casas e quartos em Évora “exige um grande esforço para as famílias porque o apoio público é insuficiente” e defendeu que a existência de uma residência para estudantes “ajudava a complementar o trabalho que a escola profissional faz” e que é “sinónimo de desenvolvimento social e económico da região”.

De acordo com a diretora da EPRAL, Fernanda Ramos, cerca de 10% dos alunos deste estabelecimento de ensino ficam alojados em Évora, “em virtude da distância a que se encontra o alojamento familiar ou à não existência de transportes compatíveis com o horário de formação”.

“Muitos deles”, acrescentou, “sujeitam-se a viagens diárias longas entre a escola e a casa, e à mudanças de transportes, num ciclo diário de 12 anos, porque a alternativa de alojamento em Évora, em tempo escolar, não pode ser equacionada pelas famílias dado que o apoio ao alojamento é de um valor que fica muito aquém do valor dos arrendamentos disponíveis na cidade”.

Fernanda Ramos acrescentou que a EPRAL teve “alguma esperança” de ver contemplado o projeto de construção de uma residência para estudantes no âmbito do PRR. No entanto, “apesar dos alertas que fomos partilhando com as entidades envolvidas no processo”, apenas as residências universitárias foram “consideradas como elegíveis”. Esta solução, refere, “não só ajudaria as famílias como poderia ser mais uma oportunidade para elevar o nível de qualificação dos nossos jovens”.

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