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Aljustrel, Grândola e Mértola promovem património mineiro

Francisco Alvarenga texto

As Câmaras de Aljustrel, Grândola e Mértola vão avançar com a “criação de mecanismos de cooperação permanente” no âmbito da valorização do património mineiro e geológico, “tendo em vista o desenvolvimento social, cultural e económico dos diferentes concelhos”.

Fonte autárquica refere que a iniciativa “tem por base a urgência da preservação da cultura e da identidade destes territórios”, destinando-se a dar “particular visibilidade aos recursos patrimoniais e geológicos, contribuindo para a criação de rotas e de iniciativas de caráter lúdico, pedagógico, cultural e científico”.

Em declarações à SW, o presidente da Câmara de Aljustrel, Carlos Teles, considera tratar-se de uma acordo “muito relevante” visto que “incide em elementos culturais e identitários” que unem estes três concelhos. “As minas de Aljustrel, do Lousal e de S. Domingos são territórios irmãos, zonas mineiras com uma história e uma identidade que se cruzam no espaço e no tempo”. 

O autarca acrescenta que o património mineiro e geológico destes três concelhos é de uma valor “inestimável”, classificando a parceria entre as três autarquias como “um passo importante para valorizar este património, conferindo-lhe uma escala e uma visibilidade maiores, que apenas o trabalho em cooperação garante”. 

“Em termos gerais”, sublinha, “o que está em causa é a valorização do património mineiro e geológico dos respetivos territórios, tendo em vista o desenvolvimento social, cultural e económico dos três concelhos”.

Ainda de acordo com Carlos Teles, as iniciativas e projetos concretos abertos por esta parceria “poderão ser diversos”, incluindo iniciativa ao nível da preservação da cultura e da identidade destes territórios, dando visibilidade aos recursos patrimoniais e geológicos ou criando rotas e outras iniciativas comuns. 

“Pode também passar pela candidatura conjunta a fundos comunitários que permitam apoiar a materialização de projetos, por exemplo, na área do turismo minero e industrial, que é atualmente uma aposta assumida nestes três concelhos. Todos temos a ganhar com esta parceria”, remata.

Recorde-se que os territórios mineiros destes três concelhos foram conhecendo sucessivas fases de povoamento e exploração ao longo do tempo. As alterações espaciais provocadas pelas atividades de mineração, à semelhança do que acontece noutros setores industriais, conduzem-nos a uma categorização de paisagem cultural a defender, à luz de uma nova visão sobre a importância da ação do homem nos contextos espaciais e ambientais, com fortes implicações na afirmação sociocultural das comunidades.

Segundo as autarquias, estes locais “têm potencial para se tornarem atrativos pedagógicos, científicos e turísticos capazes de ter reflexos positivos na sociedade e economias locais, como a criação de emprego e receitas, promovendo, ao mesmo tempo, a minimização da degradação social associada ao encerramento de antigas explorações mineiras”.

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