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Al Berto “desconhecido” em exposição digital

“Abro os olhos e pinto. Trabalho até que sobre a brancura lisa da tela, a pouco e pouco, cresça e alastre a imensa ausência…”.

Texto escrito pelo poeta Al Berto na Quinta de Santa Catarina, em 1988, “O Trabalho do Pintor” remete para uma faceta menos conhecida de Al Berto, o do seu trabalho como animador cultural e etnógrafo na Câmara de Sines, por vezes ligado às artes visuais, muitas vezes à escrita: “Fecho as pálpebras. Imagino que pego nos pincéis. Anoitece. Dentro de mim tudo parece dobrar-se num torvelinho para o interior húmido da penumbra. Lá fora, as cidades fingem acender-se, ou incendeiam-se sem que eu dê por isso”.

“Al Berto Desconhecido – Imagens que Contam Vida” é o título de uma exposição digital promovida pelo Centro de Artes e pelo Arquivo Municipal de Sines, a qual evidencia a “polivalência e versatilidade artística e criativa de Al Berto, como poeta, escritor, editor, pintor e animador cultural”.

A mostra inicia-se com as capas dos dois primeiros números de “Subúrbios”, editados pelo próprio Al Berto. O primeiro dedicado a “Esboços da Morte (Cartas de Amor) e Cartas de Longe”, de António Madeira. No segundo é o próprio editor, aqui como autor, a escrever “À Procura do Vento num Jardim de Agosto”, o primeiro livro de Al Berto, que também o ilustrou.

Ao longo das 27 imagens que integram a exposição, o visitante é convidado a descobrir algumas dessas ilustrações, como “o meu fruto de morder todas as horas”, capas de livros, como “A Viagem”, de João Paisagem, publicado em 1980, ou as duas primeiras edições de “Mar-de-Leva”, com sete textos que dedicou a Sines.

Há também fotografias, recortes de imprensa, cartazes e textos escritos para a apresentação de exposições etnográficas, entre outros materiais.

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