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“Ainda não se percebeu qual é a política deste executivo”

Margarida Maneta texto | Gonçalo Figueiredo foto

Para José Carlos Salema, vereador do MiETZ na Câmara de Estremoz, o balanço dos primeiros seis meses de gestão autárquica socialista é fácil de fazer. O atual executivo, assegura, “tem-se limitado” a executar projetos que já estavam em curso, acrescentando pouco mais. “Era importante que começássemos a ver na prática quais são as medidas do programa do atual executivo e que ainda não se vislumbra até ao momento”, refere. 

Que balanço faz do trabalho do executivo?

Tenho alguma dificuldade em fazer esse balanço destes primeiros seis meses porque, de facto, ainda não é muito visível a marca do atual executivo. Se repararmos bem, nestes primeiros seis meses, o atual executivo tem-se limitado a executar obras que vêm do executivo anterior. Algumas delas acho que são bastante importantes e que em muito vão melhorar o nível de vida dos estremocenses. Relembro aqui: o Largo 25 de Abril em Veiros, o espaço que está a ser requalificado do mercado de sábado, o Largo General Graça que vai ser requalificado brevemente e o novo estaleiro. São obras que vêm do anterior executivo e que este executivo, de facto, está a executar. Como tal, ainda não consigo ver muitas marcas do programa deste novo executivo e, por isso, esta é a avaliação possível. 

O que é que destacaria como melhor e pior?

Reitero que as marcas são pouco visíveis e que ainda só passaram seis meses. Ainda assim, vejo com bons olhos a manutenção do programa de apoio às associações culturais e desportivas de Estremoz, que vinha do anterior executivo, mas que este manteve e nós também votámos a favor. É bom apoiar quem promove a cultura e o desporto. Entre aquilo que considero negativo, está o facto de ainda não se perceber qual a política deste executivo… as coisas estão pouco claras ainda. Era importante que este executivo assumisse o seu programa até porque tem condições financeiras para isso. Era importante que começássemos a ver na prática quais são as medidas do programa do atual executivo e que ainda não se vislumbra até ao momento. 

O que é que já deveria ter sido feito e não foi?

Já que falámos na questão cultural e desportiva, ainda não vi, da parte deste executivo, uma política clara em relação ao desporto. Foi um tema muito debatido na campanha eleitoral, mas de facto nada é visível. Em relação à cultura a mesma coisa. Falou-se de as associações culturais serem parceiras do executivo para que possam promover a cultura e ajudar a dimensionar e divulgar o nome de Estremoz e nós tínhamos até no nosso programa essa colaboração regular, mas ainda não vimos nada aí. Falta fazer muito. Faltam medidas de apoio às empresas locais e de proximidade em relação às pessoas. Nada é muito visível. Passou pouco tempo, se calhar tem a ver com isso, mas ainda está praticamente tudo por fazer, na minha opinião. 

E o diálogo com esta maioria do PS?

Da nossa parte o diálogo é sempre construtivo. Somos um movimento independente, verdadeiramente independente: o nosso interesse é Estremoz, não temos ambições políticas ou partidos ligados a nós. O que nos preocupa de facto é Estremoz e, como tal, o nosso diálogo com executivo é institucional, em que temos sempre uma postura de colaborar e cooperar. 

O presidente da CME dizia que havia alguma crispação, mas que era sempre com boa educação. Concorda?

Eu acho que sim, nem pode ser de outra forma. Tem de haver sempre respeito e, da nossa parte, haverá sempre esse respeito. Podem contar sempre connosco de forma construtiva em prol de Estremoz. 

Que previsões para os próximos seis meses?

É difícil fazer previsões. Compete ao executivo começar a implementar o seu programa. Da nossa parte, dos vereadores do MiETZ, prevejo a continuação do que tem sido feito. Manteremos uma postura de cooperação e a favor de tudo o que pode favorecer Estremoz. No que acharmos que vai contra os interesses de Estremoz e dos estremocenses insurgir-nos-emos de forma veemente. Prevejo que haja para Estremoz uma melhoria. 

Que área apontaria como prioridade de intervenção?

Acho que é importante começar a investir no saneamento básico e no abastecimento de água. É importante procurar programas comunitários a que possamos recorrer. 

Estremoz é um dos municípios portugueses que mais desperdiça água… 

Temos de otimizar um recurso tão importante como a água. É importante que o atual executivo apresente propostas nesse sentido porque é algo que tem influência na vida de todos os estremocenses e que é necessário começar a trabalhar desde já. Bem como a construção de estações de tratamento de águas residuais em várias freguesias. Já foi feito pelo executivo anterior, em Glória e Arcos, e era importante que se desse continuidade a essas estações de tratamento. Isto melhora a qualidade de vida de quem aqui reside.

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